Uma série de construções megalíticas encontradas na Europa testemunham que os nossos antepassados tinham algum conhecimento de fenômenos astronômicos. Pesquisas iniciadas em 1890, nos monumentos egípcios e nas edificações megalíticas em Inglaterra, têm revelado que os habitantes (mesmo pré-históricos) de algumas regiões possuíam um notável conhecimento de alguns fenômenos astronômicos.
Aquilo que hoje se chama arqueoastronomia, irradiou a partir de França e Inglaterra, com a descoberta de monumentos antigos ou simples locais de cultos em que havia alinhamentos com orientações de natureza astronômica, indicando alguns, provavelmente, a posição de certos astros brilhantes na esfera celeste, bem como as posições do nascimento e ocaso do Sol e da Lua em ocasiões específicas, particularmente nos equinócios e nos solstícios.
No continente europeu, as construções megalíticas mais divulgadas são as de Stonehenge (Inglaterra), local em que por volta do ano 3000 a .C., terá sido criado o primeiro local de culto, o qual foi desenvolvido nos cerca de 1500 anos posteriores.
Em Portugal, o maior megalítico até agora conhecido situa-se na herdade dos Almendres e é o mais importante elemento do notável conjunto de construções megalíticas da região de Évora. Admitindo-se que a sua edificação ocorreu na transição do século IV para o século III a.C., o que coincide com uma das fases de evolução de Stonehenge, é razoável aceitar que os respectivos povos tivessem alguma relação, pelo menos cultural. (Máximo Ferreira, in revista Super Interessante. Adaptado).

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