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Os Elementais.


Entre esses espíritos de atuação dentro do campo vibratório dos Orixás de comando, encontramos aqueles que trabalham mais perto de nossa realidade, relacionando-se de forma estreita com os elementos: são os ELEMENTAIS. 

São os grandes artífices e alquimistas que nos oferecem as pedras, as folhas, as flores, a água, as forças da natureza. 

Eles estão, muito perto de nós, atuando também nos trabalhos dos Guias e da própria Umbanda como um todo.

Os Elementais se apresentam com forma semelhante à humana. 

De acordo com a variação de consciência e emoção produzem mudanças em sua coloração e até mesmo em sua forma. 

Usam seu corpo astral e quando necessário, até materializam seu veículo etéreo. 

A forma astral, de acordo com revelação e depoimento de videntes, consiste numa aura esférica multicolorida energética. 

O veículo etérico dessas entidades é que lhes permite um senso de individualidade. 

Nas épocas de crescimento, germinação e desenvolvimento dos vegetais, a vitalidade e atividade desses seres aumenta pelo contato maior com o mundo físico, tornando-os mais visíveis aos médiuns videntes, quando não se materializam temporariamente, dançando e brincando como seres humanos.



No elemento Terra:


· Nas florestas, por exemplo temos as Dríades, ligadas ao campo vibratório de Oxossi, possuem cabelos compridos e luminosos, são de rara beleza e trabalham diretamente nas árvores.

· Os Gnomos das árvores trabalham dentro do duplo etérico das mesmas.

· As Fadas manipulam a clorofila das plantas, estabelecendo a multiplicidade dos matizes e fragrância das flores, formando as pétalas e brotos. Estão associadas à vida das células da relva e outras plantas.

· Os Duendes que cuidam da sua fecundidade, das pedras e metais preciosos e semi-preciosos.




No elemento Água:


· Encontramos as Sereias que ficam perto dos Oceanos, rios e lagos, de forma graciosa e energética.

Nas cachoeiras estão as Ondinas, que muito ajudam nos trabalhos de purificação realizados pela Umbanda nas cachoeiras.


No Elemento Ar:


· Os Silfos que estão sob a regência de Oxalá. 

Como as Fadas, se apresentam com asas, movimentando-se com extrema rapidez.



No Elemento Fogo:


· As Salamandras são elementais do FOGO. Se apresentam como correntes de energia ígnea, que se precipitam, sem se afigurarem como seres humanos. Atuam nas energias ígneas solar e do fogo em geral.



Texto créditos:

Sociedade Espiritualista Mata Virgem

Curso de Umbanda


Jurema, a árvore sagrada


Desde o século XVI, documentos escritos pelo colonizador e narrativas deixadas por cronistas e viajantes relatam rituais mágico-religiosos encontrados entre populações indígenas do nordeste brasileiro, em que bebiam, fumavam, manipulavam ervas, invocavam seus antepassados. Um desses escritos descreve a santidade do Jaguaripe ocorrida no sertão baiano por volta de 1583, evidencia um processo de religiosidade sincrética nascida no encontro entre missionários e índios e revela relações de dominação-subordinação entre nativos e portugueses. O culto aos maracás da santidade reproduz a crença de que os maracás abrigavam os espíritos, sendo adorados e idolatrados através de cantos, danças e do uso do tabaco. Apresenta-se simbolicamente como uma forma de resistência da população indígena contra a colonização portuguesa.
Um outro documento menciona o falecimento na prisão, em 1758, de um índio da aldeia de Mepibu, no Rio Grande do Norte, preso por ter feito adjunto de jurema, cerimônia coletiva com fins religiosos e terapêuticos, em que dançavam, fumavam cachimbo e bebiam jurema. Em 1816, o viajante inglês Henry Koster observa uma dessas cerimônias realizadas nos arredores de Olinda e descreve que havia um grande vaso de barro no centro da cabana em torno do qual dançavam homens e mulheres e o cachimbo era passado entre os participantes.
A prática da jurema nordestina, também conhecida como catimbó, é parte de um longo processo de transformação e assimilações culturais que se difundem pela região, sendo encontrado nas comunidades indígenas e no interior de diferentes religiões afro-brasileiras, como o candomblé, o xangô e a umbanda. A jurema compõe um complexo de concepções e representações em torno da planta jurema e se fundamentam no culto de possessão aos mestres, cujo objetivo é curar os doentes e resolver os problemas práticos da vida cotidiana, como os infortúnios amorosos e profissionais. Como ressalta Roger Bastide, o que conta “são os desejos ou as necessidades individuais, é a vida cotidiana com suas doenças, seus romances de amor, seus ganhos, suas tristezas e seus sonhos de um futuro melhor”. Esse complexo inclui ainda a bebida preparada com a casca da jurema e o uso da fumaça dos cachimbos nos rituais.
O culto tem por base um sistema mitológico no qual a jurema é considerada árvore sagrada e, em torno dela, dispõe-se o “reino dos encantados”, formado por cidades, que por sua vez são habitadas pelos “mestres”. Uma outra explicação mitológica apresenta uma visão cristã quanto às origens do culto ao afirmar que, antes do nascimento de Deus, a jurema era tida como uma árvore comum, mas, quando a virgem, fugindo de Herodes, no seu êxodo para o Egito, escondeu o menino Jesus num pé de jurema, que fez com que os soldados romanos não o vissem, imediatamente, a árvore encheu-se de poderes sagrados, justificando, assim, que a força da jurema não é material, mas espiritual, dos espíritos que passaram a habitá-la.
O mestre é a entidade espiritual central da jurema nordestina. Os mestres são falecidos juremeiros que detinham os conhecimentos de sua prática. Segundo Mário de Andrade, no século XVII, em Portugal, os feiticeiros curadores eram chamados de mestres. Nas cerimônias da jurema, também se denomina mestre o dirigente de uma sessão. Os mestres vivos incorporam os mestres mortos que habitam as cidades sagradas da jurema, ligando esses dois mundos por meio do transe. Os mestres seriam espíritos curadores que, em vida, conheceram os segredos das plantas curativas e que são convocados para trabalharem em uma sessão, a fim de aliviar os sofrimentos humanos. Cada um tem uma linha, que é representada pelo cântico entoado pelo dirigente da sessão e que precede sua visita a terra. O canto é uníssono e acompanhado pelo maracá. A linha resume a ação sobrenatural, as excelências do poder e a sua especialidade técnica. Com fisionomia própria, gestos, voz, manias, predileções, cada mestre narra as suas aventuras, conta o seu nome e a sua vida. Ele possui a semente, o sinal de sua legitimidade e autenticidade, eficácia e poder sobrenatural.
Além dos mestres, outra categoria de espírito é significativa, o caboclo, ao qual se atribui identificação indígena e conhecimento de ervas e raízes. São muitas as entidades espirituais cultuadas no universo da jurema, entre elas: Mestre Carlos, Mestre Seu Zé Pilintra, Manoel Cadete, Mestra Faustina, Mestre Germano, Mestra Luziara, Mestra Maria do Acais, Mestre Malunguinho, Mestre Pilão, Negro Gerson, Cabocla Jurema, Caboclinho da Jurema, Caboclo Pedra Preta, Índio Pena Branca, Japiassu, Rei Canindé, Rei de Urubá, Rei Salomão.
A prática da jurema continua vivenciando processos de reelaborações, adquirindo outros elementos simbólicos, como na fase atual da umbandização do culto, o que significa, nessa dinâmica, a sua permanência enquanto expressão de grupos sociais subalternos. Mais que isso, no plano ritualístico significa resistência aos modelos de opressão socioeconômica, contribuindo em última instância para a manutenção de um referencial étnico e identitário, sejam nas comunidades indígenas ou nas religiões afro-brasileiras.

Fragmentos do texto publicado na Revista História Viva, vol. 6 – Cultos Afro. São Paulo: Ediouro, 2007).

Ori, o que é?


Ori é o deus portador da individualidade de cada ser humano. Representa o mais íntimo de cada um, o inconsciente, o próprio sopro de vida em sua particularização para cada pessoa. Ori mora dentro das cabeças humanas, tornando cada um aquilo que é.
Como ao morrer, a cabeça de uma pessoa não é separada para o enterro, Ori é conhecido como aquele que pode fazer a grande viagem sem retorno, pois os outros orixás, mesmo quando morrem seus filhos, são libertados da cabeça (Ori) e retornam ao Orun (céu, ou mundo exterior).
À cerimónia de equilíbrio do Ori dá-se o nome de Bori (bo = oferenda, ori = cabeça => dar oferenda para a cabeça, fortalece-la). Não se deve no entanto confundir Bori com Iniciação. O Bori pode ser feito em qualquer momento e não implica qualquer vínculo com o Orixá ou com a casa.
Durante o processo iniciático a primeira entidade a ser equilibrada é justamente o Ori, a individualidade pessoal, para que a pessoa não se transforme num mero espelho do orixá.
Um dos mitos sobre Ori diz que ele pode depois de enterrado voltar ao Orum, levado por Nanã ou Ewá. Diz este mito que um dia Ori percebeu que era o momento de nascer outra vez e foi falar com Olorum, o Universo, solicitando permissão para nascer na mesma família em que havia nascido antes. Olorum permitiu, com a condição de que apenas ele, Olorum, pudesse conhecer o dia de sua morte, sem que Ori pudesse opinar sobre esta questão e que o destino de Ori só pudesse ser mudado quando Ifá fosse consultado.
Este orixá não tem características estéticas pois não incorpora. Apenas é cultuado juntamente com os orixás, possuindo um número no jogo de búzios onde "fala".
A quizila de Ori é a mentira.

Obsessão: As novas técnicas das Trevas e as formas de combatê-las (Parte I)


Sabidamente um dos principais e mais comuns problemas nos dias de hoje é a obsessão e como tudo na vida evolui, os métodos obsessivos também evoluem. Para tecer um panorama amplo sobre o tema, assim como explicar um pouco na prática como a Apometria atua nesses casos, encontrei uma brilhante explanação contida no livro “A Marca da Besta”, capítulo 7, do médium Robson Pinheiro, publicação da editora Casa dos Espíritos entre as páginas 371 a 376, obra que indico sobretudo aos trabalhadores que militam na desobsessão, tanto na Apometria como também na Umbanda e no Espiritismo:


“–Quando os malfeitores astrais se utilizam de tecnologia para roubar energias de seus alvos ou vítimas, com que propósito eles as usam? Isto é, por qual razão, já que podem fazê-lo apenas sugando-as mental e fluidicamente?
Mais uma vez Pai João parecia satisfeito com a pergunta de seu interlocutor que demonstrava sensível interesse no assunto.
– Sabe, meu filho, conforme disse certa vez um dos Imortais, as trevas estão cada vez mais se especializando e atualizando seus métodos de abordagem nos complexos mecanismos das obsessões. Considerando essa modernização por parte dos habitantes do mundo oculto, até mesmo as obsessões mais simples são levadas a efeito com algum requinte ou inovação por parte de entidades mais inteligentes. Quando vemos o emprego de tecnologia astral ou extrafísica, especialmente nas ações de vampirismo, esses engenhos eletrônicos e tecnológicos desenvolvidos nas regiões do astral inferior, de modo geral, têm como finalidade interferir no sistema nervoso das vítimas, na área da sensibilidade, visando favorecer o roubo de vitalidade ou ectoplasma. Os centros nervosos atingidos e manipulados com os artefatos tecnológicos permanecem sofrendo influência depois de efetuado o roubo. Ou seja, mesmo com o afastamento do obsessor, as funções neurológicas dos humanos vitimados continuam prejudicadas. Dessa forma, mesmo que alguns processos obsessivos tenham sido solucionados em reuniões mediúnicas, não significa que a pessoa-alvo saia ilesa da ação levada a cabo pelo espírito das sombras. Em casos graves ou que requereram longo tempo para resolução, chegamos a observar paralisias progressivas, tiques nervosos mais ou menos permanentes, atrofias e hemiplegias, além de outras síndromes dolorosas, que permanecem ocorrendo mesmo depois de afastado o obsessor que usou do requintado método de vampirismo com sua vítima. Reiteramos: nem sempre os efeitos cessam imediatamente após ser abordado o autor espiritual do processo obsessivo. Eis como se faz sentir a crueldade do vampiro. Ele não se contenta em roubar energias e ectoplasma de seu alvo, da criatura humana que ele vampiriza; além disso promove um desequilíbrio mais profundo na estrutura emocional, mental e nervosa da pessoa.
– Então, mesmo depois de ser atendida numa reunião mediúnica especializada no trato com obsessões complexas, a pessoa pode continuar sentindo intensamente os males suscitados como efeito desses aparelhos e da ação do antigo verdugo?
– Perfeitamente – tornou Pai João. – E, muitas vezes, esses aparelhos são retirados, mas não integralmente. Vocês puderam observar como o desenvolvimento da nanotecnologia astral está a anos-luz de distância da mesma especialidade no mundo físico. Muitos artefatos, embora bizarros em sua estrutura etérica-astral, agem mesmo depois de desligados, porque restam elementos que desencadeiam perturbações na delicada estrutura nervosa das pessoas. Como nossos companheiros encarnados, em sua grande maioria, não têm formação científica,  tampouco dominam tecnologia ou detêm informações minuciosas a respeito, acham que basta remover o aparato e os sintomas cessarão. No entanto, menosprezam a engenhosidade desses equipamentos, que, uma vez implantados pelos vampiros de energias, liberam outras centenas ou milhares de aparelhículos, que passam a ter uma existência parasitária, ligando-se às células nervosas, às sinapses, às células sanguíneas e a outros alvos, cuja estrutura os encarnados que trabalham em reuniões mediúnicas raramente conhecem.
– Então é até certo ponto inócua, ou ao menos ineficaz, fazer apenas uma abordagem do caso, ainda que em uma reunião mediúnica especializada, sem acompanhamento do indivíduo, como ocorre em diversas reuniões em que se utilizam técnicas consideradas avançadas? Haveria algo mais a ser feito para liberar as vítimas da ação nefasta dessas engenhosidades?
– Claro que existem recursos muito eficazes. Porém, grande parte, se não a maioria das pessoas que emprega apometria, acredita que somente o estalar de dedos e a ação pontual deste ou daquele grupo de médiuns basta para livrar o consulente dos efeitos perturbadores do vampirismo ou de outro tipo complexo de obsessão. Em tese, meu filho – continuou o pai-velho – fazer desobsessão por correntes magnéticas, por apometria ou qualquer outro método só adianta se vier acompanhada de uma abordagem mais intensa através do magnetismo. Ainda se deve levar em conta a necessidade de que as pessoas que pretendem fazer desobsessão tenham ascendência moral sobre os espíritos a serem tratados. A pessoa que passa por um tratamento através das técnicas da apometria, mesmo bem orientada e realizada por pessoa idônea, precisa se submeter a um tratamento com passes magnéticos. Aí sim, haverá sucesso, pois os passes agirão na intimidade das células nervosas, no sistema linfático e até mesmo a nível subatômico. Na mão de pessoas que conhecem o processo, que estejam sintonizadas com os Imortais pelo coração e pela constante busca de conhecimento e de aprimoramento, o magnetismo é o maior auxiliar, se não o melhor instrumento na ação contra as obsessões complexas. Através dos passes magnéticos aplicados na pessoa em tratamento, não somente pode ser destruída grande parte dos aparelhos usados pelos vampiros astrais – frequentemente mais superficiais, não entranhados no sistema nervoso da “vítima” (1) – , como os artefatos podem entrar em curto-circuito, coibindo os efeitos secundários do próprio vampirismo e de outras patologias obsessivas. Além de tudo isso, a pessoa submetida à aplicação do magnetismo pode ter recomposta a sua vitalidade, restaurado o ectoplasma, em déficit por causa do processo de roubo vital e, em muitos casos, pode ter reconstituída a fisiologia astral, reconfigurando-se sua estrutura psicobiofísica. Somente a ação conjunta desses diversos instrumentos poderá favorecer a melhoria da qualidade de vida do consulente. A apometria sozinha, sem o concurso do magnetismo – que, afinal, é a mãe, a fonte da qual se originam todas as técnicas, inclusive a apometria – , sem dúvida pode realizar algo, mas ficará incompleta, caso o indivíduo não se submeta a uma abordagem magnética correta. E olhe, filho, que mesmo assim, lançando mão desses recursos que temos a disposição, em alguns casos não se pode prescindir de apoio médico e psicológico para quem se fez vítima ou alvo mental de obsessões complexas.

(1) Segundo a teoria apométrica, possivelmente a única que se debruçou experimentalmente sobre o problema dos aparelhos parasitas, sua extração se geralmente se processa com o sujeito desdobrado (Azevedo, José Lacerda. Espírito /matéria. Porto Alegre: Casa do Jardim, 2005, p. 234-241). Questionado a esse respeito, o espírito Joseph Gleber afirma que, muitas vezes, artefatos implantados superficialmente – isto é, cujos vínculos com o sistema nervoso são tênues ou inexistem – podem sim ser desabilitados por meio de aplicação de passes magnéticos, sobretudo de grandes correntes e/ou de sopro. Não obstante, tudo depende do tipo de artefato, já que apresentam inúmeras variações. Como se vê o ex-médico e físico nuclear, responsável pela direção dos tratamentos espirituais nas instituições fundadas por Robson Pinheiro, ratifica a posição de Pai João, corroborada também pela prática nessas instituições.”                        
  

Após essa brilhante explicação, fica mais fácil exemplificar um dos vários casos que apareceu no grupo de apometria do qual faço parte e que se encaixa perfeitamente nesse caso de obsessão complexa. A pessoa atendida apresentava um processo obsessivo de longa data, engedrado por um grupo ligado a uma das muitas milícias de magos negros, feito a mando de um encarnado que serve como veículo a essas entidades pelo que foi apurado nos atendimentos. O objetivo dessa obsessão era fornecer fluido animalizado/ectoplasmático ao encarnado que realizou o mando do processo obsessivo, bem como alienar a vítima, evitando que ela descobrisse os reais motivos de alguns problemas e inquietações que sentia nos últimos meses.

Após o início do tratamento no grupo apométrico, me desdobrei conscientemente na mesma noite para dar prosseguimento no plano astral ao trabalho que fora iniciado naquele mesmo dia no centro, prosseguimento esse que inclusive ocorreu exatamente no centro, só que na sua contrapartida astral. Ao chegar perto da cadeira onde fica o paciente vi algo inusitado, algo que não tinha visto antes e muito menos lido, em qualquer literatura espírita ou espiritualista: um perispírito, com a forma de uma senhora, sentada na cadeira de atendimento, e tinha uma serpente próxima, com a boca cravada na jugular. Mesmo desdobrado de forma totalmente consciente, a serpente parecia quase invisível, acionando mecanismo para que não fosse detectada e mais surpreendente ainda: acionando algum mecanismo que mudou a forma do perispírito da vítima, que aparecia com a aparência de uma senhora mas que pude perceber, após rastrear a vibração mental daquele corpo astral que se tratava da pessoa que havia procurado o centro naquele dia. Na consulta seguinte essa pessoa inclusive nos informou que a vários meses volta e meia aparecia uma pequena espinha naquela região do pescoço onde via aquele aparelho estranho em forma de serpente cravando os dois dentes. Da mesma forma que sugava fluido animalizado/ectoplasmático, injetava uma substância, na ampla acepção da palavra um veneno no sistema nervoso da vítima para causar os sintomas de alienação. Isso confirma o trecho do livro do Robson : “Muitos artefatos, embora bizarros em sua estrutura etérica-astral...”

Realmente era algo bizarro, uma estrutura muito mais elaborada do que os simples chips que até hoje muitos centros espíritas julgam sequer existir. Outra questão levantada pelo texto é sobre a necessidade do magnetismo e isso o grupo apométrico do qual faço parte também pôde perceber, pois encaminhamos esse caso para um dia onde o nosso grupo contasse com mais médiuns, com a corrente de energia mais fortalecida.



O ideal nesses casos complexos é que o passista do grupo seja também magnetizador, se possível com algumas técnicas de auscultação psicométrica, pois precisará efetuar uma abordagem de intenso magnetismo junto à estrutura do corpo astral do paciente, dos fluidos ectoplasmáticos que permeiam sua própria aura para a aura do consulente, num verdadeiro choque anímico semelhante a corrente de intensa voltagem que irá agir não somente na revitalização da vítima como também na destruição das estruturas eletrônicas e parasitárias que porventura ainda estejam incrustadas no perispírito da vítima.


Como exposto no texto do Róbson, frequentemente os aparelhos são mais superficiais, nao entranhados no sistema nervoso da vítima. Entretanto, nos casos mais enraizados como esse que chegou ao grupo apométrico, é necessária uma ação direta de um passista magnetizador ou na ausência desse, de mais de um passista ao mesmo tempo, para que se tenha o choque anímico necessário.  

FONTE: José alencastro

Obsessão: As novas técnicas das Trevas e as formas de combatê-las (Parte II)



Raríssimos são os casos de obsessão que transformam os obsediados em “robôs”, na maioria das vezes é uma ação invasiva sim, mas que em boa parte ocorre e se mantém pela própria invigilância do obsediado. A ação desses seres que roubam energia dos encarnados é semelhante a dos ladrões encarnados que roubam dinheiro de outras pessoas, são igualmente “fichados” e julgados pela justiça superior, inclusive os magos negros e asseclas que servem de instrumento para a realização de certos resgates kármicos.

Além disso, as equipes espirituais assim como os guardiões (ou exús na Umbanda) que constituem uma verdadeira polícia do astral, agem da forma que é possível, inclusive encaminhando as pessoas necessitadas de ajuda para locais no mundo todo, onde apesar de não existir muitos centros espíritas ou espiritualistas a pessoa possa ser ajuda.

Aliás, a ajuda principal que uma pessoa pode receber é o esclarecimento de como buscar seu equilíbrio emocional, pois é o sincero despertar dessa vontade, de manter-se equilibrado, buscando hábitos saudáveis e muitas vezes simples, que garantem um poderoso antídoto, assim como uma profilaxia em relação as obsessões.

Os caminhos para buscar o esclarecimento sobre a espiritualidade estão disponíveis nas mais diversas formas em várias partes do mundo, sobretudo na forma como devemos agir em relação ao nosso próximo. Existe o Seicho no ie, tem o Budismo e outras dezenas de doutrinas que exaltam o amor e a espiritualidade, no entanto a maioria dos homens quando encarna prefere esquecer os compromissos que assumiram antes de encarnar e se emaranhar nas teias do materialismo e em todo tipo de desvio que os afaste de uma vida mais espiritualizada.

Não precisa ser espírita e muito menos médium com grandes potencialidades pra viver a espiritualidade, cultivar a paz de espírito, a alegria, a serenidade, a simplicidade e a vontade de ajudar as pessoas de forma desinteressada, sem esperar reconhecimento,glórias ou aplausos.

O segredo está em cultivar bons hábitos, hábitos simples.

Todas as culturas do mundo ensinam o valor da oração, da meditação, do jejum, do amor, da paz, mas quantos não preferem buscar caminhos contrários a esses?

Os chips e artefatos tecnológicos como bem informa o texto do Róbson, na sua maioria não são tão enraizados como esses casos Pra cada milícia ou grupo de espíritos falidos a serviço das milícias umbralinas dentro dos barzinhos e inferninhos existe um contingente de espíritos amigos pronto para intervir, mas como impedir se ninguém obrigou os “pobres” encarnados a buscar tais locais com as próprias pernas?

Quantas pessoas preferem cultivar o hábito de ligar para amigos ou parentes para reclamar da vida ou falar mal de outras pessoas, gerando assim cada vez mais lixo emocional e despejando no primeiro coitado que vê pela frente (quando não o faz num centro ou numa sessão de psicanálise) ao invés de buscar a troca saudável de elevadas idéias, com alegria, admiração pelas pequenas e grandes belezas da vida. Quantos que sinceramente buscam produzir menos lixo emocional (vibrações desequilibradas)? Quantos que sinceramente sabem se livrar do próprio lixo emocional sem atingir outras pessoas? Poucos, muito poucos, pois são exatamente os muitos que não cuidam da própria higiene emocional que abastecem o vasto tanque de lixo das trevas com formas pensamento desequilibradas, vibrações lascivas de todo o tipo, maledicências sem fim e ainda achavam que não teriam milhares de “lixeiros” sedentos por esse “precioso” material?

A vida é colorida mas parece que boa parte da  humanidade prefere criar um breu ao redor,  um breu fedorento diga-se de passagem, onde tudo é estafante, onde nada é suficiente, onde tudo é fugaz.

A própria humanidade criou a situação atual e se, infelizmente, ela prefere esquecer cada vez mais do próprio livre arbítrio, da própria vontade em buscar o espiritual ao invés da busca exclusiva pelos prazeres da materialidade, então cada vez mais ela terá que sentir o terrível aguilhão do despertar pela dor, pois o tempo da Terra de expiação está com os dias contados e as areias descem céleres pela ampulheta do destino.

Só assim quem sabe ela desperte pela dor a vontade da mudança moral que não conseguiu pelas inúmeras oportunidades. Muitas vezes é na inquietação, na tensão que saímos do estado de letargia e tomamos as rédeas do nosso próprio querer, domando os “cavalos” do instinto e expulsando pra fora da “charrete” os visitantes espirituais indesejados que nos sugam as energias e descontrolam os “cavalos”, mas pra isso é preciso querer, querer com vontade firme mudar e melhorar, buscar sinceramente a espiritualidade, num caminho que muitas vezes é uma estrada cheia de pedras, onde se exige trabalho e disciplina na própria reforma emocional, pois é isso que somos, seres emocionais e não robôs a serviço de outrem, mas enquanto agirmos como animais desembestados pelo caminho ou máquinas letárgicas condicionadas a velhos hábitos, não haverá Cristo que nos tire , pois ele espera o mínimo de vontade dos seus irmãos menores, sempre com a mão esticada mas para que levantemos e andemos e não para nos levar no próprio colo.       

Citei o exemplo dos cavalos como sendo o instinto. O instinto é controlado pelo intelecto, alem de ser o arquivo inconsciente de todas as ações que definem a personalidade integral do espírito e afetam tanto a razão (intelecto) como a emoção (sentimento), sendo essa tríade a inteligência, a mente inferior, que ligado a mente superior forma a consciência, o ser espiritual individualizado.


O ser humano por natureza é condicionado a hábitos, é quando seu intelecto (razão) decide seguir ou praticar determinada ação e essa ação acaba por se tornar um padrão, um hábito, ele ja realiza aquilo muito mais pelo hábito do que pela razão, sendo necessária uma ação firme sobre o intelecto para que mude o padrão pré estabelecido, que diga-se de passagem foi escolha da própria pessoa.

O que as obsessões por chips ou aparelhos eletrônicos fazem é justamente aproveitar as brechas em determinadas situações, de escolhas equivocadas que as pessoas fazem, para instalar aparelhos que estimulem padrões ou hábitos negativos, pois essa "ciência" já sabe que o ser humano é por natureza condicionado a hábitos.

O que torna difícil alguns casos em especial nas desobsessões é estimular que a razão, aliada a vontade (que por sua vez esta muito ligada a emoção, ao sentimento) quebre o ciclo vicioso criado pela própria pessoa (o habito negativo) e potencializado pela ação obsessiva mais complexos, são apenas formas mais simples e eficazes de potencializar o próprio desequilíbrio criado pelo encarnado, que aceita e se compromete a diversas provas antes de encarnar mas que muitas vezes acaba não tendo a vontade necessária para superar e reformar as más inclinações que cultiva ao longo da vida, ou melhor dizendo, das vidas.

Para cada possível obsessor, existe um anjo da guarda ou espírito amigo pronto pra guiar seu protegido.

FONTE: José Alencastro

Obsessão: As novas técnicas das Trevas e as formas de combatê-las (Parte III) Cirurgia de contenção parasitária



Vimos nos dois textos anteriores sobre as novas técnicas utilizadas nos processos obsessivos que pequenos aparelhos eletrônicos podem se tornar aparelhículos, agindo como verdadeiros parasitas astrais. A questão é qual técnica utilizar para desintegrar essa nanoaparelhagem que pode agir de forma muito negativa no sistema nervoso da vítima.

Normalmente os chacras mais afetados pela aparelhagem eletrônica utilizada nas obsessões são o laríngeo (na garganta), o frontal (entre os olhos) e o nucal (que possui ligação direta com o ajna através da glândula pineal) pois eles atuam desequilibrando o sistema nervoso e diminuindo a atividade do chacra coroa (topo da cabeça). Todos esses chacras estão diretamente ligados ao chacra umbilical e normalmente os aparelhos eletrônicos que atuam junto a parasitas astrais agem em conjunto no umbilical e em um dos três chacras do pescoço pra cima, causando os desequilíbrios que permitirão que o ectoplasma/fluido animalizado da vítima seja vampirizado através do chacra esplênico, situado logo acima do umbilical.

Primeiro de tudo: o médium passista que for transmitir energia ao paciente deve estabelecer uma “parceria” energética com pelo menos um médium que ficar na mesa durante o atendimento, pois nesses processos de cirurgia de parasitas astrais é necessária grande cota de ectoplasma, que normalmente nem mesmo um médium magnetizador sozinho possui. Esse ectoplasma será potencializado por energias em voltagem superior, trazidas pelos mentores, que usaram o ectoplasma que é um veículo energético mais denso para levar essa energia em alta vibração ao local afetado. O médium passista e os médiuns da mesa devem buscar a detecção dos pontos onde estão esses parasitas no cérebro perispiritual da vítima, normalmente aparecem com pequenos pontos escuros, que podem apresentar um brilho levemente avermelhado. O médium passista pode usar a técnica do arco voltaico para detectar e sentir os pontos onde esses parasitas estão, posicionando a mão esquerda por trás da nuca do paciente e a mão direita acima do frontal.

Conhecidos os locais mais afetados no cérebro perispiritual começa a atuação energética propriamente dita. A região afetada é congelada com uma luz azul (ver no link sobre os chacras porque do uso da luz azul), ou seja, os médiuns da mesa e o passista focalizam e mentalizam uma luz azul nesses pontos, pois essa luz desativará a ligação desses parasitas com os vasos do cérebro perispiritual, o congelamento visa justamente enfraquecer ao máximo a ligação desses parasitas detectados. Já detectados e afrouxados dos vasos do sistema nervoso ligado ao cérebro perispiritual, vem a etapa seguinte, quando os médiuns comandam a forma-pensamento de uma malha magnética , uma pequena rede plasmada, com furos bem pequenos, que ao passar pelo sistema nervoso no cérebro perispiritual age como um verdadeiro mata-borrão dos parasitas já congelados e afrouxados dos vasos sanguíneos do cérebro perispiritual. Essa rede feita com ectoplasma dos médiuns irá trazer os fluidos em alta vibração ou melhor dizendo, em alta voltagem dos mentores e exatamente esses fluidos irão fluir por toda a rede magnética , numa voltagem superior a atividade elétrica cerebral,  que permitirá assim a completa destruição dos parasitas, que são criados com tecnologia para suportar a atividade elétrica cerebral dos espíritos encarnados que não apresentam evolução de um mentor espiritual. Por esse motivo, quando a energia trazida pelos mentores na rede magnética age, os aparelhos parasitários são desintegrados. No entanto, para fazer isso é necessário o afrouxamento desses parasitas dos vasos sanguíneos do sistema nervoso ligado ao cérebro perispiritual, pois sem esse afrouxamento, a destruição dos parasitas pode causar lesões na estrutura perispiritual  o que futuramente pode causar seqüelas no próprio cérebro físico.

Quanto menores forem esses parasitas, mais constante e agudo será  o barulho (ouvido pelos médiuns audientes) da energia fluindo pela rede magnética, quanto maiores eles forem,  o barulho fluindo pela rede será mais intercalado e grave, pois terá um efeito de “arraste” com mais força e menos velocidade.     

FONTE: José alencastro

Linha do Oriente


A Linha do Oriente, ou dos Mestres do Oriente, é parte da herança da Umbanda, com elementos de um passado comum, berço de todas as magias e alicerce básico das religiões.Entre todos os povos do oriente, desde a mais remota antiguidade, há uma sólida e autêntica tradição esotérica, dita a sabedoria oculta dos patriarcas, os mistérios religiosos dos povos antigos, que só tem chegado até nós em pequenos fragmentos.

A Linha do Oriente abrigou as diversas entidades que não se encaixavam nas matrizes indígena, portuguesa e africana, formadoras do povo brasileiro. Essas entidades preservam conhecimentos milenares; são sábios que ajudam seus irmãos encarnados, independentemente de sua origem religiosa; são espíritos que não encarnam mais, mas que querem auxiliar os encarnados e desencarnados, em sua evolução rumo ao Divino, pois quem aprende tem que usar o que aprendeu. Os mais altos conhecimentos esotéricos da antiguidade são conhecidos, no plano astral, pelas entidades que se manifestam nessa  Linha. São conhecimentos magísticos e espiritualistas desaparecidos no plano material e preservados no astral, mantidos com essas entidades, cada qual com o que era sabido na religião de seu povo. A Linha do Oriente tem enviado uma quantidade imensa de espíritos para a Corrente Astral de Umbanda. São entidades que vêm com a missão de humanizar corações endurecidos e fecundar a fé, os valores espirituais, morais e éticos no mental humano.

Diversos templos umbandistas não têm por hábito trabalhar com essa linha, talvez por desconhecerem os benefícios que os povos ligados às suas diversas falanges podem nos proporcionar. Se as evocarmos, com certeza seus guias nos darão a cobertura e as orientações necessárias e os consulentes poderão usufruir de seus magníficos trabalhos, principalmente relacionados à cura, campo em que gostam de atuar. A Linha do Oriente é regida por Pai Oxalá, irradiador da fé para a dimensão humana, e por Pai Xangô, fogo e calor divino, com entidades atuando nas irradiações dos diversos orixás. Tem como patrono um espírito conhecido, em sua última encarnação, como João Batista, irradiador de muita luz, sincretizado com Xangô do Oriente e conhecido como Kaô. Era primo-irmão de Jesus Cristo e o batizou nas águas do Rio Jordão e tem o comando dos povos do oriente, onde se manifestam espíritos de profetas, apóstolos, iniciados, cabalistas, anacoretas, ascetas, pastores, santos, instrutores e peregrinos. A Linha do Oriente, apesar de não ser oriente no sentido geográfico, popularizou-se e teve seus momentos gloriosos no Brasil nas décadas de 50 e 60, ocasião em que as tradições orientais budistas e hinduístas se firmaram, entre os brasileiros praticantes de modalidades ligadas ao orientalismo. Espíritos falando nomes desconhecidos por nossa gente, que tiveram encarnações como indianos, tibetanos, chineses, egípcios, árabes e outros, incorporavam nos terreiros do Brasil, ao lado das linhas de ação e trabalho dos caboclos e pretos-velhos, sem esquecermos os espíritos ciganos.

A Linha do Oriente ou Linha dos Mestres do Oriente ainda está atuante e beneficiando aqueles que a invocam e a oferendam. A saudação para essa linha é “Salve o Povo do Oriente!”. Alguns usam saudar como “Kaô”! (João Batista) e também “Salve o Povo da Cura!”.


Escrito por Mãe Lurdes de Campos Vieira  (site sete luzes divinas)

QUEM SÃO OS CABOCLOS DA UMBANDA?


Caboclos são todos os espíritos de uma certa hierarquia que vibram na mesma energia da lei de Umbanda. Para ser caboclo não é necessário que o espírito já tenha sido em alguma reencarnação um índio, é necessário sim que ele se identifique com as leis de Umbanda, que são 1-Caridade, 2- Simplicidade ou Humildade, 3- Senso de dever, 4- Lealdade, 5- Honra. Conforme dito a cima, nem todos os caboclos vem de origem indígena mas muitos que ainda militam na ceara umbandista já foram índios e necessitam trabalhar pelo seu progresso e pelo progresso de seu próximo e infelizmente são tidos como atrasados em algumas religiões, e em outras não encontram campo de ação, pois os cultos já estão muito distorcidos da prática do bem. E assim sendo só encontram na sagrada Umbanda uma porta aberta ao trabalho dentro das normas do Mestre Jesus. A influência indígena na Umbanda é clara o que não impede que espíritos outros nela trabalhem, e é o que tem acontecido ultimamente, muitos espíritos que ocuparam lugar de destaque na sociedade terrena, hoje encontram-se como caboclos ou preto-velhos na humildade e na força que a Umbanda exige de seus integrantes. Observa-se também que caboclo é uma nomenclatura usada para se referir a ligação com a natureza que são as forças mantedoras da vida, Ex: Caboclo Beira-Mar, que traz como força maior as águas ou Caboclo sete pedreiras que traz como força o mineral e assim por diante nos vários nomes que identificam seu campo de ação.
Como sabemos a umbanda é a única religião genuinamente Brasileira iniciada pelo caboclo das Sete Encruzilhadas, que ficou se sabendo através de um médium Kardecista que o mesmo havia sido um padre Jesuíta em sua encarnação anterior, e ao ser inquerido deu o seu nome, que era Padre Gabriel Malagrida e seus feitos como servo de Deus. Muitos espíritos que trabalham ainda hoje na Umbanda já foram índios e se orgulham de o terem sido, pois o índio representa a natureza, o modo simples de viver, também representa a força e astúcia . Engana-se quem vê nos índios seres atrasados, pois a alguns séculos atrás haviam índios de uma grande inteligência, tais como os Mais, Incas e astecas que em nada lembravam a ignorância e sim a inteligência.
Atrasados foram os homens brancos ( europeus) que os dizimaram com o pretexto de que eram selvagens e sem alma, de olho nas suas riquezas e terras.
Se a alguns séculos atrás estes espíritos que participavam da família indígena já eram adiantados, o que se dirá hoje depois de muitas reencarnações e trabalho em prol da Umbanda. Portanto engana-se quem acha que a Umbanda é feita por espíritos atrasados.
Nas falanges de Umbanda militam variados graus de espíritos como na sociedade terrena; Espíritos que já foram diplomados na terra e também espíritos simples, o importante na Umbanda não são os títulos que ajam adquirido nas faculdades terrenas já que no plano espiritual também há faculdades, o importante é que esses espíritos tenham amor no coração e acima de tudo fé em Deus, disciplina e honra também são essenciais para pertencer as falanges de Umbanda, e é através destes quesitos que se pode praticar a fraternidade aos irmãos necessitados. Como pode alguém chamar estes espíritos de atrasados, espíritos que se dedicam a proteger e amparar os irmãos da Terra que em sua grande maioria provocam os seus próprios padecimentos, estes sim é que são atrasados que não reconhecem o amor, fé, disciplina e honra. Caboclo são os nossos “pais”, guias espirituais os nossos anjos da guarda, que nos assistem nos dando conselhos, nos fluidificando e nos amparando para que o mal não nos prejudique a jornada de aprendizado na terra, São os nossos professores e mestres na escola do Mundo, em fim são as mãos de Deus que amparam os filhos retardatários na jornada evolutiva.

Umbanda: o que é?


A umbanda crê num Ser Supremo, o Deus único criador de todas as religiões monoteístas. Os Sete Orixás são emanações da Divindade, como todos os seres criados.

O propósito maior dos seres criados é a Evolução, o progresso rumo á Luz Divina. Isso se dá através das vidas sucessivas – a Lei da Reencarnação, o caminho do aperfeiçoamento.
Existe uma Lei de Justiça universal, que determina a cada um colher o fruto de suas ações, que é conhecida como Lei do Carma.

A Umbanda se rege pela Lei da Fraternidade Universal: todos os seres são irmãos por terem a mesma origem, e a cada um devemos fazer o que gostaríamos que a nós fosse feito.

A Umbanda possui uma identidade própria, e não se confunde com outras religiões ou cultos, embora a todos respeite fraternalmente, partilhando alguns princípios com muitos deles.

A Umbanda está a serviço da Lei Divina, e só visa ao Bem. Qualquer ação que não respeite o livre-arbítrio das criaturas, que implique em malefício ou prejuízo de alguém, ou se utiliza de magia negativa, não é Umbanda.

A Umbanda não realiza em qualquer hipótese o sacrifício ritualístico de animais, nem utiliza quaisquer elementos destes ritos, oferendas ou trabalhos.

A Umbanda não preconiza a colocação de despachos ou oferendas em esquinas urbanas, e sua reverência às Forças da Natureza implica em preservação e respeito a todos os ambientes naturais da Terra.

Um espírito amigo:

Afinal, o que é Amaci? O espírito Ramatis responde:



As ervas utilizadas e as iniciações junto aos locais vibrados da Natureza da Terra têm por finalidade a renovação energética, o alinhamento dos chacras e a adequação do fluxo vibratório destes, nos diversos corpos sutis aos chacras dos Guias e Protetores de casa médium, que também os possuem, tanto no corpo astral quanto nos seus corpos mentais.

Evidencie-se que há uma espécie de junções nestes vórtices vibratórios, entre dimensões de frequências diferentes, o que requer imenso rebaixamento das entidades comunicantes, exigindo da parte dos encarnados elevação moral e harmonia como maneira de aumentar o tônus vibratório a ponto dos chacras se encaixarem.

Os chamados “amacis” nada mais são do que o uso de ervas, em que princípios astral magnético que as influenciam e que as ligam vibratoriamente  com as energias dos quatro elementos planetários, do ar, da terra, do fogo e da água, são adotados para a complementação energética dos médiuns.

Não são qualquer ervas, usadas aleatoriamente. Quando assim ocorrem, prepondera somente a boa vontade dos diretores e a autossugestão do médium, como uma espécie de placebo medicamentoso. Efetivamente, os princípios químicos em regência vibratória astrológica, afim não são liberados adequadamente, tornando-se inócuos nestes casos os “amacis”.

É fundamental que as ervas estejam alinhadas vibratoriamente com a astrologia e com os Orixás que influenciam os médiuns, para o efeito de se fortalecer a ligadura através dos chacras durante as manifestações dos Guias e Protetores.

Claro está que a ancestralidade e a própria sensibilização do corpo astral do médium pelos técnicos siderais antes de reencarnar são fundamentais para o sucesso das lides medianímicas no seio da Umbanda, que vai além do intercâmbio meramente mental, só pelo pensamento.

ORAÇÕES E PRECES PARA XANGÔ




Poderoso Orixá de Umbanda,
Pai, companheiro e guia.
Senhor do equilíbrio e da justiça.
Auxiliar da Lei do Carma,
Só tu, tens o direito de acompanhar pela eternidade,
Todas as causas, todas as defesas, acusações e eleições,
Promanadas das ações desordenadas, ou dos atos impuros e benfazejos que praticamos.
Senhor de todos os maciços e cordilheiras,
Símbolo e sede da tua atuação planetária no físico e astral.
Soberano Senhor do Equilíbrio, da equidade,
Velai pela inteireza do nosso caráter.
Ajude-nos com sua prudência.
Defenda-nos das nossas perversões,
Ingratidões, antipatias, falsidades,
Incontenção da palavra e julgamento indevido dos atos
Dos nossos irmãos em humanidade.
Só Tu és o grande Julgador.

Kaô Cabecilê Xangô.

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Bondoso São Jerônimo, o vosso nome Xangô, nos terreiros de Umbanda, desperta as mais puras vibrações. Protegei-nos, Xangô, contra os fluidos grosseiros dos espíritos malfazejos,
amparai-nos nos momentos de aflição, afastai de nossa pessoa todos os males que forem
provocados pelos trabalhos de magia negra.
Rogamo-vos, também, São Jerônimo, usar de nossa influência caridosa junto às mentes daqueles que por ambição, ignorância ou maldade, praticam o mal contra os seus irmãos empregando as forças elementais e astrais inferiores. Iluminai a mente desses irmãos, Afastando-os do erro e conduzindo-os à prática do bem.
Assim Seja!
Kaô Cabecilê

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Kaô meu Pai, Kaô O Senhor que é o Rei da Justiça,
faça valer por intermédio de seus doze ministros,
a vontade Divina,
purifique minha alma na cachoeira.
Se errei, conceda-me a luz do perdão.
Faça de seu peito largo e forte meu escudo,
para que os olhos de meus inimigos não me encontrem.
Empresta-me sua força de guerreiro,
para combater a injustiça e a cobiça.
Minha devoção ofereço.
Que seja feita a justiça para todo o sempre
É meu Pai e meu defensor,
conceda-me a graça de receber sua luz
e de receber sua proteção.
Kaô meu Pai Xangô, Kaô


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Oh! Senhor dos Trovões. Pai da Justiça e da retidão. Orixá que abençoa os injustiçados e castiga os mentirosos e caluniadores.
Defenda, meu Senhor, minha casa, minha família dos inimigos ocultos, dos ladrões e dos mentirosos.
Oh! Xangô rogo-te as vibrações de amor e misericórdia, Pai da dinastia humana, livra-me de todo escândalo.

Pai Xangô

Xangô é o Orixá da Justiça e seu campo preferencial de atuação é a razão, despertando nos seres o senso de equilibrio e eqüidade, já que só conscientizando e despertando para os reais valores da vida a evolução se processa num fluir contínuo.

Comentar sobre o Orixá Xangô é dispensável pois é muito conhecido dos praticantes de Umbanda. Logo, nos limitamos a comentar alguns de seus aspectos.

O Trono Regente Planetário se individualiza nos Sete Tronos Essenciais, que projetam-se energética, magnética e vibratóriamente e criam sete linhas de forças ou irradiações bipolarizadas, pois surgem dois pólos diferenciados em positivo e negativo, irradiante e absorvente, ativo e passivo, masculino e feminino, universal e cósmico.

Uma dessas projeções é a do Trono da Justiça Divina que, ao irradiar-se, cria a linha de forças da Justiça, pontificada por Xangô e Egunitá (divindade natural cósmica do Fogo Divino).

Na linha elemental da Justiça, ígnea por excelência, Xangô e Egunitá são os pólos magnéticos opostos. Por isto eles se polarizam com a linha da Lei, que é eólica por excelência.

Logo, Xangô polariza-se com a eólica Iansã e Egunitá polariza-se com o eólico Ogum, criando duas linhas mistas ou linhas regentes do Ritual de Umbanda Sagrada.

O Orixá Xangô é o Trono Natural da Justiça e está assentado no pólo positivo da linha do Fogo Divino, de onde se projeta e faz sugir sete hierarquias naturais de nível intermediário, pontificadas pelos Xangôs regentes dos pólos e níveis vibratórios intermediários da linha de forças da Justiça Divina

Èstes sete Xangôs são Orixás Naturais; são regentes de níveis vibratórios; são multidimencionais e são irradiadores das qualidades, dos atributos e das atribuições do Orixá maior Xangô.

Eles aplicam os aspectos positivos da justiça divina nos níveis vibratórios positivos e polarizam-se com os Xangôs cósmicos, que são os aplicadores dos aspéctos negativos da justiça divina. Como, na Umbanda, quem lida com os regentes desses aspectos são os Exus e as Pomba-giras, então não vamos comentá-los e nos limitaremos aos regentes dos pólos positivos intermediários, que formam suas hierarquias de Orixás Intermediadores, que pontificam, na Umbanda, as linhas de trabalhos espirituais.

Estes Xangôs intermediários, tal como todos os Orixás Intermediários, possuem nomes mântricos que não podem ser abertos ao plano material. Muitos os chamam de Xangô da Pedra Branca, Xangô Sete Pedreiras, Xangô dos Raios, Xangô do Tempo, Xangô da Lei, etc. Enfim, são nomes simbólicos para os mistérios regidos pelos Orixás Xangôs intermediários. Só que quem usa estes nomes simbólicos não são os regentes dos pólos magnéticos da linha da Justiça, e sim os seus intermediadores, que foram "humanizados" e regem linhas de caboclos que manifestam-se no Ritual de Umbanda Sagrada comandando as linhas de trabalhos de ação e de reação. Eles são os aplicadores "humanos" dos aspectos positivos da Justiça Divina.


OFERENDA:

Velas brancas, vermelhas e marrom; cerveja escura, vinho tinto doce e licor de ambrosia; flores diversas, tudo depositado em uma cachoeira, montanha ou pedereira.

O que são Entidades Espirituais?


O que são Entidades Espirituais?

Por: Médiuns: Umbanda e Kardecismo.

Como já lemos as funções de algumas linhas de entidades da Sagrada Umbanda, agora, vamos saber o que são essas Entidades Espirituais.
Entidades espirituais é o nome dado a todos os espíritos que estão em uma determinada faixa de vibração astral que atuam dentro da Umbanda.
Esses espíritos são levados a fazerem parte de uma falange ou agrupamento de espíritos, conforme seu grau de evolução espiritual a fim de atuarem, aprenderem e evoluírem espiritualmente. E ainda, esses espíritos podem v ou voltar a reencarnar ou evoluir em um plano superior.
São as entidades que incorporam na Umbanda, uma vez que os Orixás não incorporam. Esses espíritos veem a Terra para executar os trabalhos ordenados pelos Orixás.
A falange chamada de “Sete Linhas”, constituída por Oxum, Iansã, Nanã, Iemanjá, Xangô, Obaluaê, Omolú – são espíritos de grande evolução que incorporam na Umbanda trazendo a energia direta do Orixá, ou seja, esses espíritos evoluídos são Caboclos, não o Orixá propriamente dito.
O culto do Orixá, a famosa energia da natureza, é desenvolvida pela religião de Nação, onde esses Orixás, forças da natureza se manifestam em seus filhos iniciados nas diversas nações da religião dita como afro.
Voltando a Sagrada Umbanda, após uma simples explicação sobre Entidades Espirituais e Orixás.
As Entidades Espirituais que trabalham na Umbanda se dividem em dois graus hierárquicos:
- Guias: São espíritos que podem ou não ser chefes de falange ou legião. São aqueles comuns dos terreiros de Umbanda, Eles, juntamente com seu médium trabalha pela caridade, independente dos tipos assuntos levados pelo seu consulente.
- Protetores: São espíritos que podem ou não incorporar, depende de sua vontade. Esses espíritos Protetores são de uma evolução muito grande e vivem em plano astral superior. São conhecidos também como “guardiões”. E ainda, para melhor entendimento, esses espíritos protetores são os primeiros de cada falange, ou seja, o primeiro da criação. Muitos deles passaram pela reencarnação milhões de anos, em épocas diferentes para terem a experiência aqui na Terra, como seres humanos. Mas, ao desencarnarem como todos retornam a sua morada no plano superior e voltam atuar como protetores ou guardiões.
Os grupos dos Espíritos Protetores se dividem em “falangeiro”, sendo que cada guia, chefe ou não de falange utilizam o nome do primeiro da criação. Um exemplo para compreender melhor os dois grupos, temos a grande e famosa Falange dos Exus Caveiras – Existiu e ainda existe o primeiro da criação de cada grupo, que sempre atuou no plano astral como guardião. Os espíritos Protetores são: Exu Caveira, Exu Tatá Caveira, Exu João Caveira, Exu Caveirinha, Exu José Caveira, Exu Rosa Caveira, entre outros – Essa falange possui seu “falangeiros” que utilizam seus nomes e respondem pelo primeiro da criação, ou seja, muitos deles, em sua maioria são Guias Espirituais e lembrando, nem sempre sabemos que esse ou aquele Exu é o primeiro da criação ou não.
Nesse caso, o Guia Espiritual atua no terreiro de Umbanda para evoluir e colaborar com a evolução de seu médium, mas sempre agindo conforme o primeiro da sua criação. 

Todas as entidades espirituais emanam da Divina Providência. Portanto, toda entidade espiritual é semelhante. Sua unidade é básica, suas diferenças são superficiais. 

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