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Mensagem de Mãe Maria - Elementais

MENSAGEM DE MÃE MARIA
Através de Jane Ribeiro

Amados Filhos,

Que as bênçãos do amor tragam paz aos vossos corpos, mentes e corações.

Este é um momento em que os Filhos da Terra necessitam comungar com a Mãe Natureza, e com tudo que tem vida em vosso planeta.

É preciso que possais compreender que os elementais da natureza reagem, neste momento de transição, a todas as agressões recebidas ao longo dos tempos e, também, recebem todo o impacto das alterações vibracionais de vossa Mãe Terra.

A confusão impingida pelo homem e as alterações na vibração de vosso planeta trazem, como resultado, desequilíbrio aos elementais, e é preciso que o ser humano compreenda, assuma a responsabilidade e ajude a reequilibrar essas formas de vida.

E isso, amados, só se faz com amor.

Enviai, pois muito amor aos elementais da natureza, comungai com eles, cuidai de vossas águas, vossas matas, vosso ar; fazei a vossa parte na certeza de que, por menor que seja vossa contribuição, a totalidade de pequenos atos, de cada um de vós, geram uma enorme atividade em prol da natureza e de seus filhos.

Pedi, pois em vossas orações equilíbrio aos elementais do fogo, da terra, da água e do ar; enviai vossa vibração amorosa a eles sem alimentar o medo do que pode ocorrer nos momentos em que eles atuam de forma devastadora; manter o estado de paz nessas situações é o grande desafio que a vida vos impõe; tenham a certeza de que aqueles que se empenham em estar equilibrados, nos momentos de confusão, geram uma enorme onda que se propaga e envolve o ponto crítico onde foram gerados os desequilíbrios.

Lembrai-vos que as fortes chuvas, a migração em massa de vossos golfinhos, as manifestações de raios e trovões, a neve e frios intensos, o calor abrasante, e tantas outras intervenções dos elementais em vosso planeta, nada mais são do que o resultado de todo desequilíbrio que o ser humano impôs a vossa Mãe Terra.

É hora, pois de corrigir tudo isso, adotando um novo paradigma, reconhecendo na natureza um parceiro fiel que aí está para ajudar-vos a crescer, estabelecendo um novo comportamento, zeloso e amoroso, no trato de tudo que tem vida, deixando para trás os milhares de anos de descaso e devastação que nortearam o comportamento do homem em relação a tudo que tem vida em vosso planeta.

Bem amados, urge mudar, urge trabalhar vosso equilíbrio, urge abrir vosso coração para ajudar aos reinos que aí habitam convosco a curar suas feridas, para resgatarem o propósito divino que os colocou juntos nesse solo sagrado com o único propósito de resgatarem uma perfeita interação, para que as intempéries deixem de devastar vossas terras, vossas casas, vossos lares, vossas vidas.

Bem amados, lembrai-vos que esta é a hora da verdade, e a verdade só se revela àqueles que buscam cumprir o compromisso assumido com suas almas; é hora, pois de rever vossos pensamentos, sentimentos e intenções, para que vossas ações sejam a manifestação do ser de luz que sois, ser que nunca ignora seu propósito e sua filiação divinas, que busca diuturnamente agir em prol do bem comum, que deixa para trás o egoísmo, a inveja e a separação, para unir, reunir, trazer de volta para perto de si tudo que palpita vida, sintonizando sua frequência com a frequência que revela a unidade nesse vosso planeta, a frequência do amor incondicional.

Bem amados, que a paz habite vossos corações, que o amor esteja sempre presente em vossas vidas, e que a compreensão da verdade de que sois todos filhos do mesmo Pai indique o caminho a seguir, caminho da retidão, da alegria e da unidade infinita com Deus-Pai-Mãe.

Bem amados, que vossas orações possam continuar sustentando o alicerce de paz, amor e abundância em vosso planeta, em vossas vidas e na vida de todos os vossos irmãos.

Bem amados, Eu vos deixo agora derramando sobre todos vós as minhas bênçãos e envolvendo a todos no meu manto de proteção, porque ...

Eu Sou Maria, Vossa Mãe.

Mensagem enviada por Silvana Toti.

O todo invisível

Era uma vez um homem muito doente, que começava a vislumbrar o princípio do fim. O infeliz senhor, mal suportando o peso da terceira idade - tinha então pouco mais de 60 anos, sofria de um mal incurável que afetava sua garganta, dificultando a respiração e impedindo-o de se alimentar a ponto de já não conseguir engolir sequer a própria saliva.


 Assim ele foi definhando, definhando, enquanto os sábios reunidos sacudiam a cabeça num sinal de reprovação e cochichavam baixinho entre si, discutindo se aquele era ou não um caso perdido. 


Devido à idade e ao estágio avançado da doença, consideravam, talvez nenhum remédio resultasse eficaz. Optaram então por um tratamento paliativo que apenas minimizasse um pouco a sua dor. Mas havia entre todos um cientista teimoso, que resolveu deixar de lado a tradição e tentar alguma coisa que pudesse proporcionar algo mais que um simples alívio. 


Acompanhado por sua fiel assistente, esse obstinado cientista, que via naquele homem não apenas um corpo sofrido, mas uma alma em busca de conforto, resolveu usar 'magia' para reverter a situação. Assim, ele propôs ao infeliz que imaginasse sua doença sendo atacada e vencida por milhares de células brancas. O velho, que sabia ter ainda muitas coisas por realizar nesta vida, começou a usar aquela fórmula mágica, somando à força do seu pensamento o desejo do seu coração.


 Após algum tempo, curou-se daquele mal e assim viveu feliz por muitos e muitos anos..." Parece um antigo conto de fadas, mas trata-se de um caso real, acontecido no começo da década de 70. Seus protagonistas: Jim McKenna, o homem que sofria de câncer na garganta; dois "magos" modernos, O. Cal Simonton, um jovem médico residente que acabara de cumprir seu estágio, especializando-se em cancerologia, e Stephanie Matthews, psicóloga voltada ao aconselhamento de motivação, que mais tarde tomou-se a Sra. Simonton; como coadjuvantes, os médicos da faculdade de medicina do Estado do Oregon, EUA, adeptos da radioterapia como o tratamento mais eficaz no combate à doença. 


 O "Método Simonton", tal como tornou-se conhecido, é o registro mais respeitado de que se tem notícia acerca da remissão e cura do câncer com a ajuda efetiva do poder da mente para o restabelecimento do equilíbrio e perfeito funcionamento do corpo. Ao longo das últimas décadas, centenas de casos foram documentados ilustrando a teoria na prática. A eficácia é ainda maior quando os pacientes envolvidos são crianças.


 A história que narramos há pouco não termina por aí: com o uso da visualização como método de cura, Jim McKenna conseguiu também vencer a artrite e pasmem! até mesmo um caso de impotência ~ sexual... de origem psicológica!!! Jim demonstrou ser um desses raros casos em que a criatura supera o criador, já que o casal Simonton não podia compreender como as células brancas numa alusão "racionalmente" figurativa do sistema imunológico poderiam "absorver" a artrite, uma vez que esta, à luz da medicina, não seria suscetível a esse tipo de defesa do organismo. 


O fato é que Jim "bombardeava" mentalmente os ossos de seus joelhos com uma "tempestade de neve pulsante"; chegando a requintes de delírio criativo, ele visualizou mentalmente que as bordas dos flocos transformavam-se em lixas e "poliam" as pontas artríticas das articulações. A exemplo dos magos antigos, que utilizavam animais e objetos como seus serviçais, Jim pôs seu exército de células brancas em ação e colocou-as a serviço de sua impotência sexual mais uma vez desvinculada de seu sistema imunológico! Intuitivamente, recebeu de seus "soldados" a resposta de que nada havia de errado com ele e foi então capaz de ter e manter uma ereção. Seu relato deixou Carl e Stephanie boquiabertos; a classe médica torcia o nariz, fingindo ignorar as evidências. 


 O sr. McKenna viveu por mais nove anos após experimentar os efeitos benéficos da visualização antecedida por um estado agradável de relaxamento, que induz à meditação. Por pouco que possa parecer, para um homem desenganado, ele ganhou uma sobrevida de 15%... Segundo suas declarações, foram os melhores anos de sua vida. Jim havia aprendido muito sobre si mesmo e seu relacionamento com as pessoas através da doença, tomando-se grato a ela. Doutores de corpos e de almas, assim deveriam ser todos aqueles que abraçam a medicina como profissão. 


Desde que o mundo é mundo, a ciência busca uma visão holística do homem. Registros podem ser encontrados nos manuscritos chineses do Imperador Amarelo; na Grécia de Hipócrates; nas tradições xamânicas das tribos primitivas. Do Oriente ao Ocidente, ao longo de todas as eras, sempre houve cientistas das mais diversas tradições que consideravam a cura do espírito como condição básica para restabelecer o perfeito funcionamento do corpo físico. 


Por que, então essa fixação do enfoque holístico como um produto da Nova tra vindoura? Afinal, o que há de novo no presente e no futuro próximo de nossa civilização? O homem é um animal muito antigo. O que se fez, com o auxílio da inteligência e do raciocínio, foi dissipar, pouco a pouco, a névoa da ignorância que nos impedia de responder à primeira e mais angustiante das questões: "quem sou eu?" 


A capacidade de cultivar e distinguir sentimentos fez o homem desconfiar que havia algo além da matéria, alguma coisa impalpável que também podia adoecer. Não por acaso os xamãs exerciam as funções de curandeiros, líderes religiosos e conselheiros; representavam, a um só tempo, a medicina, a religião e a sabedoria, numa alusão à tríade corpo, espírito e mente. 


 A tradição ocidental cuidou de segmentar o homem em três facções distintas. Subitamente o corpo passou a ser apontado como causa/feito do pecado original; o mundo das idéias que disparou esse processo recebeu também seu rótulo e passou a ser tratado como uma espécie de organismo à parte; a espiritualidade, essência fluida e pura, parecia não caber naquele contingente de carne, ossos e miolos, escapando à prisão desse templo conspurcado para ir de encontro ao Criador invisível, decerto feito apenas daquela matéria indelével. O espírito, nosso único elo de ligação com Deus. 


O corpo tornou-se o espaço da culpa e da vergonha. Ocultado sob vestes, foi flagelado, maltratado e crucificado no caminho da salvação. Uma reles armadura, um mero suporte que alojava a consciência e, quem sabe, a alma; tratado como objeto, os cientistas desdobraram-se em pesquisas acerca de seu funcionamento. O corpo virou máquina.


 A humanidade foi conquistando novos espaços por terra e mar, expandindo sua consciência lógica e matemática, valorizando mais e mais a matéria. O pensamento cartesiano dominante permitiu que cientistas ilustres dissecassem os corpos de seus semelhantes buscando conceber um simplificado e eficaz "manual de funcionamento". 


Amontoados de ossos, montanhas de músculos, fluidos, válvulas, engrenagens, tudo foi cuidadosamente pesquisado e anotado. A partir daí, os hospitais tornaram-se oficinas de assistência técnica (não muito) especializada. Buscamos hoje com ardor o aspecto sagrado do homem; queremos voltar, senão à inocência, à pureza do momento da concepção de nossa espécie. A idéia de que somos não uma parte da criação, mas um microcosmo que contém em si a perfeição, alenta nosso sofrimento, ameniza nossa ignorância, permite-nos aceitar nossas fraquezas e imperfeições. 


Assim como o macrocosmo, vamos girando sempre, acompanhando a dança universal que nos desafia a cada instante com suas mudanças. Somos terra, corpo, matéria; somos ar, mente, idéias; somos fogo, paixão, criação; somos água, emoção, maleabilidade. Também somos éter, espírito, alma. Somos um embrião de Deus em constante e infinito desenvolvimento.


 Exatamente porque estamos em incessante mutação, nos desequilibramos em alguns momentos de nossas vidas. Do desequilíbrio surge a doença e muitas vezes nos revoltamos contra ela, acreditando que um sintoma possa ter surgido "do nada". De acordo com este raciocínio, a doença é, pois, inevitável. 


A maneira de encará-la é que faz a diferença.. Estamos habituados a considerar estado de saúde a ausência de doença física, mas enquanto envenenamos nossas mentes com emoções negativas estamos também plantando em nossa corpos uma pequenina semente do mal. Essas sementes migram com facilidade; elas nos chegam através do vento, das palavras pronunciadas por alguém com intenções maldosas; ou através de um noticiário que exibe tragédias humanas como se fossem filmes de ficção; ou ainda são criadas por nossos próprios medos e insatisfações. Se passamos a comentar o fato, se ficamos remoendo dentro de nós esses pequenos flagelos, estamos alimentando o embrião da maldade, fortalecendo e deixando que suas raízes se aprofundem: caso contrário, nossas defesas cuidam de revolver a terra e deixar que elas simplesmente sequem à luz da razão, sem que tenhamos de empenhar muitos esforços para tanto.


 O estado de saúde depende muito de nossas atitudes: se fazemos da doença um de nossos assuntos favoritos, ela se torna uma companheira inseparável e então corrompemos a sabedoria popular acreditando que ''antes mal acompanhados do que sós : mas se assumimos nossa responsabilidade acerca do estado de doença. reforçamos o time dos "mocinhos" e fortalecemos nossas defesas, certos de que, tal como nos filmes de faroeste, o bem sempre vence no final. Toda cura é autocura. 


Conflitos acerca do seu próprio poder de regeneração tornam as técnicas de harmonização ineficazes, pois mantém você em desequilíbrio constante. Não existe nenhum tipo de terapia, seja holística ou não, eficiente para todas as pessoas, sem distinção, posto que somos seres únicos. Felizmente, já possuimos hoje um arsenal bastante diversificado para enfrentar todo tipo de mal. Terapias avançadas se preocupam mm apenas com anatomia e fisiologia, mas também com processo mentais e espiritualidade. 


Na Inglaterra, cerca de 5 mil curadores holísticos trabalham lado a lado com médicos tradicionais nos hospitais, alcançando resultados surpreendentes. Mas, conto bem disse Richard Bandler, um dos criadores da Programação Neurolingüística (PNL), tudo o que se fala por aí é mentira. Só poderemos saber se um tratamento é bom - portanto verdadeiro - para nós se nos dispusermos a experimentá-lo. Não há a verdade que se ouviu falar, apenas a que experenciamos. E que haja por trás dessa experiência um ato consciente e responsável: já vi muitos adeptos de carteirinha da Nova Era se submetendo às mais estranhas terapias, até mesmo sem necessidade, para ver "como funciona". 


Os florais de Bach, por exemplo, quando lançados no Brasil, mais pareciam remédio caseiro vendido em praça pública por camelô, que trata de enxaqueca a frieira com a mesma eficácia. Cabe aqui um alerta: qualquer medicamento, por mais inócuo, e qualquer terapia, por mais inofensiva que pareçam, servem apenas para quem está doente. Senão acontece como a mulher que, de tanto tomar aspirina para prevenir a enxaqueca, não obtinha alívio quando a dor realmente aparecia... Cabeça no lugar, espírito em dia, corpo sadio. 


Qualquer pequeno deslize pode logo ser detectado e combatido, quando somos 100% responsáveis por nós. Os sintomas nos oferecem a oportunidade de exercitar escolhas e nos apontam o que é prioritário em nossas vidas num dado momento. São comuns os casos de pessoas que só "se deram um tempo" quando se viram prostradas num leito de hospital, sem opção a não ser repousar ou morrer. 


Quantos não abandonam o cigarro somente após o diagnóstico (revisado por uns três médicos diferentes) de enfisema pulmonar; ou deixam a bebida somente depois de instalada a cirrose. Se você persiste no erro, deixando que "a vida", "o destino" e outras baboseiras do gênero decidam por você, chega um momento em que só há um caminho a seguir - geralmente o do hospital, seguido pelo cortejo ao cemitério... A PNL, através de uma ramificação denominada Linha do Tempo, trouxe também a sua contribuição para que meditemos acerca dessa saúde perfeitamente responsável, que é a tônica do novo homem da Nova Era. 


Ela afirma que programamos a nossa morte, quase sempre de maneira inconsciente. E como se, ao atingirmos a idade em que nos tornamos responsáveis - assumidamente ou não - por nossos destinos, um cronômetro biológico disparasse na direção de zerar, de acordo com o tempo ali programado. Se acreditamos que viver 60 anos é suficiente, esse relógio interior vai cuidando de exaurir nossas energias proporcionalmente, dia após dia, para que, chegada a "hora do adeus", exalemos nosso último suspiro. 


Mas se você, aos 59 anos e oito meses, conhece o grande amor de sua vida; ou ganha na loteria e resolve dar a volta ao mundo; ou decide que quer conhecer pessoalmente seus tataranetos e para isso precisa viver mais 20 anos, no mínimo, aí o relógio vai ter de fazer mágica para que a energia acumulada para os derradeiros quatro meses que lhe restariam possa durar por mais uma década... É claro que não apenas quantidade, mas acima de tudo qualidade de vida é fundamental. 


Quem acredita que é preciso apenas viver a todo custo, submetendo-se eternamente a tratamentos ou remédios sem tentar qualquer outra alternativa, persiste no desequilíbrio, uma vez que não existe vida terrena "para sempre" e a morte é certa. Deixar-se escravizar por um método ou medicamento que você acredita ser "o único" não lhe garante estado de saúde, mas de doença controlada. Por isso, dê tempo ao tempo. Saboreie a vida devagar, como uma fina iguaria; projete o futuro e exercite-se para chegar lá apreciando o presente.


 Quem vive a ansiedade do amanhã perde hoje as melhores oportunidades. Use sua mente com criatividade em favor do seu desenvolvimento espiritual e do perfeito funcionamento do seu físico. Antes de acreditar no que lhe digo, experimente. Perceba o que seu corpo lhe diz após um ataque de raiva; e como ele se comporta depois de uma boa sessão de gargalhadas; observe a diferença. É ele quem sabe e mais ninguém. Toda cura é autocura. Todo progresso exterior é resultante do crescimento interior que transcendeu os limites da matéria. 


E se a perfeição começa aí, bem dentro de você, não há ninguém que possa criá-la ou cultivá-la por você. Seu microcosmo reflete o macrocosmo e viceversa. A sua saúde é também a saúde do mundo. Exercite-se, cuide-se, ouse. Faça suas escolhas usando o vasto cardápio disponível no momento, como este que Planeta Nova Era lhe oferece aqui.

O que é Deus?




O que é Deus?

— Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as
coisas." Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos, item l


Ambas as filosofias ou religiões – Umbanda e Kardecismo seguem as Leis do Criador chamado por todos como Deus. Mas, nós seguidores dessas religiões sabemos o que é esse Deus? Creio que não, não temos certeza. De nada realmente sabemos.

Segundo o espírito milenar, Alex Zarthu, amigo e companheiro de todos os momentos do escritor Robson Pinheiro, em sua obra “Gestação da Terra”, ele nos explica o que é Deus.

“ O SER CUJA REALIDADE transcende o próprio universo permanece ainda incompreendido pela grande maioria de
suas criaturas, de seus filhos. O homem já nasce com a intuição de que existe uma força soberana que se irradia em todo o universo, à qual dá o nome de Deus.

Entretanto, sabemos que a verdade assemelha-se à luz da aurora, que vai clareando lentamente até atingir a exuberância do sol do meio-dia.

O conhecimento do homem a respeito de seu Criador não foge à regra. Inicialmente, não podendo compreender os atributos de um ente espiritual que detém todo o poder e todas as perfeições num grau absoluto, o homem passou a humanizar Deus, transformando-o segundo os seus conceitos, à sua imagem e à sua própria semelhança.

Começa a emprestar ao Criador Supremo suas próprias imperfeições e cria a imagem de um Deus antropomórfico.
O homem transforma Deus numa divindade humanizada, que se ira, sente raiva, precisa de sacrifícios para aplacar sua sede de justiça e sangue; enfim, personaliza o Criador, atribuindo- lhe a imagem de um ancião de longas barbas, dominando um paraíso beatífico e pronto para irar-se ao primeiro sinal de rebeldia ou ignorância de suas criaturas, de seus filhos.

A ignorância do homem colocou a divindade tão distante do ser humano que se tornou quase impossível à criatura chegar-se ao Supremo Senhor, o Pai.”  (Alex Zarthu) .


“Deus é a Consciência que estabelece a ordem e a harmonia do universo. Cada constelação, cada galáxia, cada planeta, cada sol, cada erva, cada átomo é eternamente preenchido pela Consciência divina. Deus é imanente a toda a criação.

Mas a criação não é o Criador. Ele é a Consciência que fecunda de vida todo o universo, que mantém os mundos na amplidão, em sua eterna marcha, suspensos sob sua atuação, nos espaços infinitos.” (Alex Zarthu)

Umbanda é Crença espírita (espírito Ramatis)


O texto a seguir, é um trecho do Livro Jardim dos Orixás, ditado pelo espírito Ramatis. Suas palavras enfatiza que a Umbanda é de crença espírita, onde os seguidores de Kardec creem fielmente e de olhos fechado que a única crença espírita correta é o Kardecismo.

Vamos ao texto:

Bebamos o direito da fonte de luz para esclarecermos nossos raciocínios. Transcrevemos a seguir algumas palavras de Allan Kardec extraídas de O que é Espiritismo, obra de domínio público: 

“Doutrina hoje ensinada pelos espíritos nada tem de novo; seus fragmentos são encontrados na maior parte dos filósofos da Índia, do Egito e da Grécia, e se complementam nos ensinos de Jesus Cristo”.

“Sob o ponto de vista religioso, o espiritismo tem por base os verdadeiros ensinamentos de todas as religiões: Deus, a alma, a imortalidade, as penas e recompensas futuras. Mas é independente de qualquer culto particular. Seu fim é provar a existência da alma aos que negam ou que disso duvidam; demonstrar que elas sobrevivem ao corpo e que, após a morte, sofre as consequências do bem e do mal que tenha feito durante sua vida terrena – e isto é comum em todas as religiões.” 

“O Espiritismo prova a afirmação com os fatos materiais. Que prova podem dar de que isto seja impossível? Se o é, nem todas as negações do mundo impedirão que o seja, porque isto não é um sistema, nem uma teoria,  mais uma lei da natureza. E contra as leis da natureza é impotente a vontade dos homens”.

Umbanda é de crença espírita, diria Allan Kardec se estivesse encarnado entre nós? Com certeza diria que sim.

O Médium do Anticristo II (Herminio C. Miranda)


Alfred Rosemberg, o futuro teórico do nazismo, era então o profeta do Anticristo e se incumbia de questionar os Espíritos manifestantes. Ravenscroft afirma que teria sido Rosemberg quem pediu a presença da própria Besta do apocalipse, que na sua opinião(de Rovenscroft), sem dúvida dominava o corpo e a alma de Adolf Hitler, através das óbvias faculdades mediúnicas deste.

Essa manifestação do Anticristo em Hitler foi assegurada por mais de uma pessoa, além do lúcido e tranqüilo Dr. Walter Johannes Stein. Um desses foi outro estranho caráter, por nome Houston Stewart Chamberlain, um inglês que se apaixonou pela Alemanha e pela causa nazista. Ravenscroft classifica-o como genro de Wagner e profeta do mundo pangermânico. Também escrevia suas teses anti-racistas em transe, segundo atestou nada menos que o eminente General Von Moltke, de quem ainda diremos algo importante daqui a pouco Chamberlain era considerado um digno sucessor do gênio de Friederich Nietzsche e, segundo o próprio Hitler, em "Mein Kampf", "um dos mais admiráveis talentos na história do pensamento alemão, uma verdadeira mina de informações e de idéias". Foi quem expandiu as idéias de Wagner, desvirtuando-as perigosamente, ao pregar a superioridade da raça ariana. Segundo testemunho de Von Moltke, Chamberlain evocou inúmeros vultos desencarnados da história mundial e confabulou com eles. Que era uma inteligência invulgar, não resta dúvida. Os poderes das trevas escolheram bem seus emissários. Enganam-se, também, redondamente, aqueles que consideram Hitler um doido inconseqüente que tentou, na sua loucura, botar fogo no mundo. A julgar por todas essas revelações que ora nos chegam ao conhecimento, ele sabia muito bem o seu papel em todo esse drama. Recebeu uma fatia de poder a troco de certa missão muito específica.

No domínio do mundo, se o tivesse conseguido, ele continuaria a desfrutar de posição "invejável", como prêmio a um trabalho "bem feito". Ainda bem que falhou, pois a amostra foi terrível.
Como se explicaria, sem esse apoio maciço de espíritos encarnados e desencarnados, que um jovem pintor sem êxito, pobre, abandonado à sua sorte, rejeitado pela sociedade, tenha conseguido montar o mais tenebrosos instrumento de opressão que o mundo já conheceu? Como se explicaria que seu partido tenha emergido de um pequeno grupo político, falido e obscuro, senão que os Espíritos seus amigos o indicaram como sendo o primeiro degrau de escada que o levaria ao poder?

Hitler ainda se aprofundaria muito mais nos mistérios da sua missão tenebrosa. Precisava receber instruções mais específicas, e , como sabemos, tudo se arranja para que assim seja. A hora chegaria, no momento exato, com a pessoa já programada para ajudá-la. Um desses homens chamou-se Dietrich Eckhart.

Sua história á algo fantástico, mas vale a pena passar ligeiramente sobre ela, a fim de entendermos seu papel junto a Hitler, que, antes de encontrar-se com Eckhart, fizera apenas preparativos para o vestibular da magia e do ocultismo.
Dietrich Eckhart era um oficial do exército, de aparência afável e jovial e, ao mesmo tempo, no dizer de Ravenscroft, "dedicado satanista, o supremo adepto das artes e dos rituais da magia negra e a figura central de um poderoso e amplo círculo de ocultistas – O Grupo Thule".
Foi um dos setes fundadores do partido nazista, e, ao morrer, intoxicado por gás de mostarda, em Munich, em dezembro de 1923, disse, exultante:

Sigam Hitler! Ele dançará, mas a música é minha. Iniciei-o na "Doutrina Secreta", abri seus centros de visão e dei-lhe os recursos para se comunicar com os Poderes. Não chorem por mim: terei influenciado a História mais do que qualquer outro alemão.

Suas palavras não são mero delírio de paranóico. Há muito, nas suas desvairadas práticas mediúnicas, havia recebido "uma espécie de anunciação satânica de que estava destinado a preparar o instrumento do Anticristo, o homem inspirado por Lúcifer para conquistar o mundo e liderar a raça ariana à glória".
Quando Adolf Hitler lhe foi apresentado, ele reconheceu imediatamente o seu homem, e disse para seus perplexos ouvintes:

- Aqui está aquele de quem eu fui apenas o profeta e o precursor.
Coisas espantosas se passaram no círculo mais íntimo e secreto do Grupo Thule, numa série de sessões mediúnicas (Ravenscroft chama-as, indevidamente, de sessões espíritas...), das quais participavam dois sinistros generais russos e outras figuras tenebrosas.
A médium, descoberta por certo Dr. Nemirocitch-Dantchenko, era uma pobre ignorante camponesa, dotada de variadas faculdades. Expelia pelo órgão genital enormes quantidades de ectoplasma, do qual se formavam cabeças de entidades materializadas que, juntamente com outras, incorporadas na médium, transmitiam instruções ao círculo de "eleitos".
Certa manhã de setembro de 1912, Walter Stein e seu jovem amigo Adolf Hitler subiram juntos as escadarias do museu Hofburg. Em poucos minutos encontravam-se diante da Lança de Longinus, posta, como sempre, no seu estojo de desbotado veludo vermelho. Estavam ambos profundamente emocionados, por motivos diversos, é claro, mas, seja como for, o disparador daquelas emoções era a misteriosa lança. Dentro em pouco, Hitler parecia Ter passado a um estado de transe, "um homem – segundo Ravenscroft – sobre o qual algum espantoso encantamento mágico havia sido atirado" . Tinha as faces vermelhas e seus olhos brilhavam estranhamente. Seu corpo oscilava, enquanto ele parecia tomado de inexplicável euforia.

Toda a sua fisionomia e postura – escreve Rovenscroft, que ouviu a narrativa do próprio Stein – pareciam transformadas, como se algum poderoso Espírito habitasse agora a sua alma, criando dentro dele e à sua volta uma espécie de transfiguração maligna de sua própria natureza e poder.
Walter Stein pensou com seus botões: Estaria ele presenciando uma incorporação do Anticristo?
É difícil responder, mas é certo que terrífica presença espiritual ali estava mais do que evidente. Inúmeras outras vezes, em todo o decorrer de sua agitada existência, testemunhas insuspeitas e desprevenidas haveriam de notar fenômenos semelhantes de incorporação, especialmente quando Hitler pronunciava discursos importantes ou tomava decisões mais relevantes.

Ao narrar o fenômeno a Ravenscroft, 35 anos depois, o Dr. Stein diria que:
-...Naquele instante em que pela primeira vez nos postamos juntos, de pé, ante a Lança de Longinus, pareceu-me que Hitler estava em transe tão profundo que passava por uma privação quase completa de seus sentidos e um total eclipse de sua consciência.

Hitler sabia muito bem da sua condição de instrumento de poderes invisíveis. Numa entrevista à imprensa, documentou claramente esse pensamento, ao dizer:
Movimento-me como um sonâmbulo, tal como me ordena a Providência.
Havia nele súbitas e tempestuosas mudanças de atitude. De uma placidez fria e meditativa, explodia, de repente, em cólera, pronunciando, alucinadamente, uma torrente de palavras, com emoção e impacto, especialmente quando a conversa enveredava pelos temas políticos e raciais. Stein presenciou cenas assim no velho café em que costumava encontrar-se com seu amigo, em Viena, ali por volta de 1912/1913. Passada a explosão, Hitler recolhia-se novamente ao seu canto, como se nada tivesse ocorrido.

Naqueles estados de exaltação, transformava-se o seu modo de falar e sua palavra alcançava as culminâncias da eloqüência e da convicção. Era como se um poder magnético a elas se acrescentasse, de tal forma que ele facilmente dominava seus ouvintes. Seus próprios companheiros notariam isso mais tarde, em várias oportunidades.
Ao se ouvir Hitler – escreveu Gregor Strasser, um ex-nazista – tem-se a visão de alguém capaz de liderar a humanidade à glória. Uma luz aparece numa janela escura. Um homem com um bigode cômico transforma-se em arcanjo. De repente, o arcanjo se desprende e lá está Hitler sentado, banhado em suor, com os olhos vidrados.
Tudo fora muito cuidadosamente planejado e executado, inclusive com os sinais identificadores, para que ninguém tivesse dúvidas. Nas trágicas sessões mediúnicas do Grupo Thule, fora anunciado que o Anticristo se manifestaria depois que seu instrumento passasse por uma ligeira crise de cegueira. Isto se daria ali por volta de 1921, e seu médium teria, então, 33 anos.

Aos 33 anos de idade, em 1921, depois de recuperado de uma cegueira temporária, Hitler assumiu a incontestável liderança do Partido Nacional Socialista, que o levaria ao poder supremo na Alemanha, e, quase, no mundo.
De tanto investigar os mistérios e segredos da história universal, em conexão com os poderes invisíveis, Hitler se convenceu de realidades que escapam à maioria dos seres humanos. A história é realmente o reflexo de uma disputa entre a sombra e a luz, representadas, respectivamente, pelos Espíritos que desejam o poder a qualquer preço e por aqueles que querem implantar na Terra o reino de Deus, que anunciou o Cristo.
Hitler sabia, por exemplo, que os Espíritos trabalham em grupos, segundo o seus interesses e por isso se reencarnam também em grupos, enquanto seus companheiros permanecem no mundo espiritual – na sombra ou na luz, conforme seus propósitos – apoiando-se mutuamente. Não é à toa que Göering e Goebbels, como vimos, reconheciam-se como velhos companheiros de Hitler. Este, por sua vez, estava convencido de que um grupo enorme de Espíritos, que se encarnara no século IX, voltara a encarna-se no século XX. O notável episódio ocorrido com o eminente General Von Moltke parece confirmar essa idéia.

Vamos recordá-lo, segundo o relato de Ravenscroft.

Foi ainda na Primeira Guerra Mundial. No imenso e trágico tabuleiro de xadrez em que se transformara a Europa, havia um plano militar secreto, sob o nome de Plano Schlieffen, que previa a invasão da França através da Bélgica, antes que a Russia estivesse em condições de entrar em ação.

Helmuth Von Moltke era Chefe do Estado-Maior do Exército Alemão, sob o Kaiser. Coube-lhe a responsabilidade de introduzir alguns aperfeiçoamentos no plano e aguardar o momento de pô-lo em ação, se e quando necessário. O momento chegou em junho de 1914. Jogava-se a sorte da Europa. Von Moltke passou a noite em claro, na sede do Alto Comando, tomando as providências de última hora para que o plano entrasse em ação imediatamente. Estudava mapas, expedia ordens, conferenciava com seus oficiais. O destino de sua pátria estava em suas mãos e ele sabia disso. No auge da atividade, o eminente General perdeu os sentidos sobre a mesa de trabalho. Parecia Ter tido um enfarte. Chamaram um médico, enquanto seus camaradas, muito apreensivos depositavam o seu corpo no sofá.
Nenhuma doença foi diagnosticada. Na verdade, Von Moltke estava em transe. Sua metódica e brilhante inteligência não previra a interferência da mão do destino, como diz Ravenscroft. Ou seria a mão de Deus?

Julgou-se, a princípio, que o poderoso General estivesse morrendo. Mal se percebia sua respiração e o coração apenas batia o necessário para manter a vida; olhos abertos vagavam, apagados, de um lado para outro. O eminente General Helmuth Von Moltke estava experimentando uma crise espontânea de regressão de memória, durante a qual em vívidas imagens que se desdobravam diante de seus olhos espirituais, ele se viu como um dos Papas do século IX, Nicolau I, o Grande, que a Igreja canonizou. Há estranhas "coincidências" aqui. Segundo os historiadores, Nicolau ascendeu ao trono papal mais por influência do Imperador Luis II do que pela vontade do clero. Lembra-se o leitor de que Luiz II foi o mesmo que protegeu o incrível Landulf, príncipe de Cápua? E que Landuf, um milênio depois, seria Adolf Hitler?
Nicolau foi um papa enérgico e brilhante. Governou somente nove anos incompletos, de 858 a 867, mas teve de tomar decisões momentosas e que exerceram profunda influência na História. Foi no seu tempo que se definiu mais nitidamente a tendência separatista entre as igrejas do ocidente e a do oriente. Foi ele quem elevou a novas culminâncias a doutrina da plenitude do poder papal. Segundo seu pensamento, o imperador era apenas um delegado, incumbido do poder civil.
Enquanto essas vivências desfilavam diante de seus olhos, Von Moltke, ainda estendido no sofá, vivia a curiosa experiência de estar situado entre duas vidas; separadas por mil anos. Em torno dele, entre as ansiosas figuras de seus generais, ele identificava alguns de seus antigos cardeais e bispos. Uma das personalidades que ele também identificou naquele desdobramento foi a de seu tio, o ilustre Marechal- de- Campo, também chamado Helmuth Von Moltke, o maior estrategista de sua época e que lutou na guerra de 1870. Fora também uma das poderosas figuras medievais, o Papa Leão IV, o chamado pontífice-soldado, que organizou a defesa de Roma e comandou seus próprios exércitos.
Outra figura identificada foi o General Von Schlieffen, autor do famoso plano Schlieffen, que também experimentara as culminâncias do poder papal, sob o nome de Bento II.

Ao despertar de sua singular experiência com o tempo, o General Von Moltke estava abalado até às raízes de seu ser. Caberia a ele, um ex-Papa, deslanchar todo aquele plano de destruição e matança? Se não o fizesse, o que aconteceria à sua então pátria?

Diz Ravenscroft que, após se reformas, Von Moltke escreveu minucioso relato daquela experiência notável. Também ele se deixou envolver pelo misterioso fascínio da Lança de Longinus, que certa vez visitou em companhia de outro General, seu amigo; e, segundo o escritor inglês, conseguiu apreender o verdadeiro sentido e importância daquela peça, "como um poderoso símbolo apocalíptico".

Acreditava ele que se deveram à sua própria atitude negativa, como Nicolau I, em relação ao intercâmbio com o mundo espiritual, os trágicos desenganos que se sucederam na História subseqüente, a começar pela separação da cristandade em duas e o progressivo abandono da realidade espiritual em favor das doutrinas materialistas, que "virtualmente aprisionaram a criatura no mundo fenomênico da medida, do número, do peso, tornando a própria existência da alma humana objeto de dúvida e debate" (Ravenscroft).

Por isso tudo, ao se erguer do sofá, Von Moltke era outra criatura. Como explicar tudo aquilo aos seus companheiros? Que decisões tomar agora, na perspectiva do tempo e dos lamentáveis enganos que havia cometido no passado, em prejuízo do curso da História? Parece, no entanto, que não dispunha de alternativa. Como Longinus, tinha de praticar um ato de aparente violência, para contornar uma crueldade maior. Tudo continuou como fora planejado, mas o Chefe do Estado-Maior não continuou como fora. Aliás, ao ser elevado àquela posição pela sua inesgotável e indiscutível capacidade profissional, houve dúvidas, em virtude do seu temperamento meditativo e tranqüilo. Seria realmente um bom General no momento de crise que exigisse decisões drásticas? Era o que se perguntavam seus adversários, mesmo reconhecendo sua enorme autoridade técnica. Ao se retirar do comando, diz Ravenscroft que ele era um homem arrasado, porque mais do que nunca estava consciente da tragédia de viver num mundo em que a violência e a matança pareciam ser os únicos instrumentos capazes de "despertar a humanidade para as realidades espirituais".
Após a sua desencarnação, em 1916, com 68 anos de idade, Von Moltke passou a transmitir uma série de comunicações através da mediunidade de sua esposa Eliza Von Moltke. Ah! que documento notável deve ser esse! Foi numa dessas mensagens que o Espírito do antigo Chefe do Estado-Maior informou que o Führer do Terceiro Reich seria Adolf Hitler, àquela época um obscuro e agitado político, aparentemente sem futuro. Foi também ele que, em Espírito, confirmou a antiga encarnação de Hitler como Landulf de Cápua, o terrível mágico medieval que vinha agora repetir, nos círculos mais fechados do Partido, os rituais de magia negra, cujo conhecimento trazia nos escaninhos da memória integral.
Faltavam ainda algumas peças importantes para consolidar as conquistas do jovem Hitler, mas todas elas apareceriam no seu devido tempo e executariam as tarefas para as quais haviam sido rigorosamente programadas nos tenebrosos domínios do mundo espiritual inferior. O General Eric Ludendorff seria uma delas. Von Moltke identificou-o com outro papa medieval, que governou sob o nome de João VIII, que Ravenscroft classifica como "o pontífice de mais negra memória que se conhece em toda a história da Igreja Romana, que, como amigo de Landulf de Cápua, ajudou-o nas suas conspirações no século IX". Novamente, sob as vestes de Eric Ludendorff, o antigo Papa daria a mão para alçar Landulf (agora Adolf) ao poder.

Outro elemento importante, nessa longa e profunda reiniciação de Hitler, foi Karl Haushofer, que, no dizer de Ravenscroft, "não apenas sentiu o hálito da Besta Apocalíptica 3 no controle do ex-cabo demente, mas também buscou, conscientemente e com maligna intenção, ensinar a Hitler como desatrelar seus poderes contra a humanidade, na tentativa de conquistar o mundo".
É um tipo estranho e mefistofélico esse Haushofer, mas, se fôssemos aqui estudar todo o elenco de extravagantes personalidades que cercaram Hitler, seria preciso escrever outro livro.
Diz, porém, Ravenscroft que foi Haushofer quem despertou em Hitler a consciência para o fato de que operavam nele as motivações da " Principalidade Luciferina", a fim de que "ele pudesse torna-se veículo consciente da intenção maligna no século vinte". (destaque do autor)

Médium Anticristo II [saber mais 2] (Hermínio C. Miranda)


 É o que tentaremos resumir em seguida.

Hitler dedicou-se daí em diante ao estudo de tudo quanto pudesse estar relacionado com o seu fascinante problema. Cedo foi dar em núcleos do saber oculto. Um dos seus biógrafos, Alan Bullock (Hitler: A Study in Tiranny), sem ter alcançado as motivações do futuro líder nazista, diz que ele foi um inconseqüente, o que se poderia provar pelas suas leituras habituais, pois seus assuntos prediletos eram a história de Roma antiga, as religiões orientais, ioga, ocultismo, hipnotismo, astrologia... Parece legítimo admitir que tenha lido também obras de pesquisa espíritas, porque os autores não especializados insistem em grupar espiritismo, magia, mediunismo e adivinhação, e muito mais sob o rótulo comum de ocultismo.

Sim, Hitler estudou tudo isso profundamente e não se limitou à teoria; passou à prática. Convencido da sua missão transcendental, quis logo informar-se sobre os instrumentos e recursos que lhe seriam facultados para levá-lo a cabo. O primeiro impacto da idéia da reencarnação em seu espírito o deixou algo atônito, como vimos, na sua primeira crise espiritual diante da lança, no museu de Hofburg; logo, no entanto, se tornou convicto dessa realidade e tratou a sério de identificar algumas de suas vidas anteriores. Esses estudos levaram-no ao cuidadoso exame da famosa legenda do Santo Graal, de que Richard Wagner, um dos seus grandes ídolos, se serviu para o enredo da ópera Parsifal.
Hitler foi encontrar nos escritos de um poeta do século XIII, por nome Wolfram von Eschenbach, a fascinante narrativa da lenda, cheia de conotações místicas e simbolismos curiosos, que captaram a sua imaginação, porque ali a história e a profecia estavam como que mal disfarçadas atrás do véu diáfano da fantasia.

Mas, Hitler tinha pressa, e, para chegar logo ao conhecimento dos mistérios que o seduziam, não hesitou em experimentar com o peiote, substância alucinógena extraída do cogumelo mexicano, hoje conhecida como mescalina. Sob a direção de um estranho indivíduo, por nome Ernst Pretzsche, o jovem Adolf mergulhou em visões fantásticas que, mais tarde, identificaria como sendo cenas de uma existência anterior que teria vivido como Landulf de Cápua, que serviu de modelo ao Klingsor na ópera de Wagner.

Esse Landulf foi um príncipe medieval (século nono) que Revenscroft declara ter sido "the most evil figure of the century" – a figura mais infame do século. Sua influência tornou-se considerável na política de sua época e, segundo Ravenscroft, "ele foi a figura central em todo o mal que se praticou então".

O Imperador Luiz II conferiu-lhe posto que o situava como a terceira pessoa no seu reino, e concedeu-lhe honrarias e poderes de toda a sorte. Landulf teria passado muitos anos no Egito, onde estudou magia negra e astrologia. Aliou-se secretamente aos árabes que, apesar de dominarem a Sicília, respeitaram seu castelo, em Carlata Belota, na Calábria. Nesse local sinistro, onde se situara no passado um templo dedicado aos mistérios, Landulf exercia livremente suas práticas horríveis e perversas que, segundo Ravenscroft, deram-lhe a merecida fama de ser o mais temido feiticeiro do mundo. Finalmente, o homem que o Imperador Luiz II queria fazer Arcebispo de Cápua, depois de elevá-la à condição de cidade metropolitana, foi excomungado em 875, quando sua aliança com o Islam foi descoberta.
Ravenscroft informa logo a seguir que, a seu ver, ninguém conseguiu exceder Wagner em inspiração, quando este coloca, na sua ópera, a figura de Klingsor ( ou seja, Landulf) como um mago a serviço do Anticristo.
Aliás, muitas são as referências ao Anticristo no livro do autor inglês, em conexão com a trágica figura de Adolf Hitler. Ainda veremos isto.

Guiado pela sua intuição, Wagner transpôs para o terreno da arte, na sua genial ópera, o objetivo de Klingsor e seus adeptos, que era "cegar as almas por meio da perversão sexual e privá-las da visão espiritual, a fim de que não pudessem ser guiadas pelas hierarquias celestiais". Essa atividade maligna Landulf desenvolveu em seu tempo e suas horríveis práticas teriam exercido "devastadora influência nos líderes seculares da Europa cristã", conforme Ravenscroft.
Mas Hitler acreditava-se também uma reencarnação de Tibério, um dos mais sinistros dos Césares. É fato sabido hoje que ele tentou adquirir ao Dr. Axel Munthe, autor de O Livro de San Michele, a ilha deste nome, que, em tempos idos fora o último reduto de Tibério, que lá morreu assassinado. O Dr. Munthe se recusou a vender a ilha porque ele próprio acreditava ter sido Tibério, o que não parece muito congruente com a sua personalidade.
Aliás, as especulações ocultistas (usemos a palavra) dos líderes nazistas estão cheias de fenômenos psíquicos e de buscas no passado. Goering dizia, com orgulho, que sempre se encarnou ao lado do Führer. Ao tempo de Landulf, ele teria sido o Conde Boese, amigo e confidente do príncipe feiticeiro, e no século XIII fora Conrad de Marburg, amigo íntimo do bispo Klingsor, de Wartburg. Goebbels, o ministro da Propaganda nazista, acreditava-se Ter sido Eckbert de Meran, bispo de Bamberg, no século XIII, que teria apresentado Klingsor ao rei André da Hungria.

Se essas encarnações estão certas ou não, não cabe aqui discutir, mas tais especulações evidenciam o interesse daqueles homens pelos mistérios e segredos das leis divinas, que precisavam conhecer para melhor desrespeitar e burlar. Por outro lado, contêm alguma lógica, quando nos lembramos de certos aspectos que a muitos passam despercebidos. Muitos espíritos reencarnaram-se com o objetivo de infiltrarem-se nas hostes daqueles que pretendem combater, seja para destruir, seja para se apossarem da organização, sempre que esta detenha alguma parcela substancial de poder. Não seria de admirar-se, pois que um grupo de servidores das trevas, com apoio das trevas, aqui e além, fosse alçado a postos de elevada influência entre a hierarquia cristã da época, quando a Igreja desfrutava de incontestável poder. O papado não esteve imune – longe disso - e por várias vezes caiu em mãos de mal disfarçados emissários de Anticristo.

Lembremos outro pequeno e quase imperceptível pormenor. Recorda-se o leitor daquela observação veiculada por um benfeitor espiritual que relatou haver sido traçada, no mundo das trevas, a estratégia do sexo desvairado, a fim de desviar os humanos dos caminhos retos da evolução? Sexo transviado e magia negra são aliados constantes, ingredientes do mesmo caldo escuro, onde se cultivam as paixões mais torpes. Quantos não se perderam por ai...
1 Hitler era austríaco. Nasceu em 20 de abril de 1889, na encantadora vila de Braunau-am-Inn, onde também nasceram os famosos médiuns Willy e Rudi Scheider.

2 Segundo apurou Ravenscroft, esse Bispo Klingsor seria o Conde de Acerra, também de Cápua, um tipo sinistro, profundamente envolvido em magia negra e que, como Landulf, séculos antes, reuniu em torno de si um círculo de adeptos que incluía eminentes personalidades eclesiásticas da época. Afirma, ainda, o autor que foi nesse grupo que se concebeu o medonho monstro da Inquisição.

Médium Anticristo I [saber mais 1] (Hermínio C. Miranda)


Sabemos hoje, em face da prática e da literatura espírita, que os Espíritos, encarnados e desencarnados, vivem em grupos, dedicados a causas nobres ou sórdidas, segundo seus interesses pessoais. A inteligência e o conhecimento, como todas as aptidões humanas, são neutros em si mesmos, ou seja, tanto podem ser utilizados na prática do bem como na disseminação do mal. Dessa maneira, tanto os bons espíritos, como aqueles que ainda se demoram pelas trevas, elaboram objetivos de longo alcance visando aos interesses finais do bem ou do mal. Em tais condições, encarnados e desencarnados se revezam, neste plano e no outro, e se apoiam mutuamente, mantendo constantes entendimentos especialmente pela calada da noite, quando uma parte considerável da humanidade encarnada, desprendida pelo sono, procura seus companheiros espirituais para debater planos, traçar estratégias, realizar tarefas, ajustar situações.
Há, pois, toda uma logística de apoio aos Espíritos que se reencarnam com tarefas específicas, segundo os planos traçados.
Estudando, hoje, a história secreta do nazismo, não nos resta dúvida de que Adolf Hitler e vários dos seus principais companheiros desempenharam importante papel na estratégia geral de implantação do reino das trevas na Terra, num trabalho gigantesco que, obviamente, tem a marca inconfundível do Anticristo. Para isso, eclodem fenômeno mediúnicos, surgem revelações, encontram-se as pessoas que deveriam encontrar-se, acontecem "acasos" e "coincidências" estranhas, juntam-se, enfim, todos os ingredientes necessários ao desdobramento do trabalho.
August Kubizek descreve uma cena dramática em que Hitler, com apenas 15 anos de idade, apresenta-se claramente incorporado ou inspirado por alguma entidade desencarnada. De pé diante de seu jovem amigo, agarrou-lhe as mãos emocionado, de olhos esbugalhados e fulminantes, enquanto de sua boca fluía desordenadamente uma enxurrada de palavras excitadas. Kubizek, artudido, escreve, em seu livro:
- Era como se outro ser falasse de seu corpo e o comovia tanto quanto a mim. Não era, de forma alguma, o caso de uma pessoa que fala entusiasmada pelo que diz. Ao contrário, eu sentia que ele próprio como que ouvia atônito e emocionado o que jorrava com uma força primitiva... Como enxurrada rompendo diques, suas palavras irrompiam dele. Ele invocava, em grandiosos e inspirados quadros, o seu próprio futuro e o de seu povo. Falava sobre um Mandato que, um dia, receberia do povo para liderá-lo da servidão aos píncaros da liberdade- missão especial que em futuro seria confiada a ele.
Ao que parece, foi o primeiro sinal documentado da missão de Hitler e o primeiro indício veemente de que ele seria o médium de poderosa equipe espiritual trevosa empenhada em implantar na Terra uma nova ordem. Garantia-se a Hitler o poder que ambicionava, em troca da fiel utilização da sua instrumentação mediúnica. O pacto com as trevas fora selado nas trevas. É engano pensar que essas falanges espirituais ignoravam as leis divinas. Conhecem-nas muito bem e sabem da responsabilidade que arrostam e, talvez, até por isso mesmo, articulam seus planos tenebrosos e audaciosos, porque, se ganhassem, teriam a impunidade com que sonham milenarmente para acobertar crimes espantosos. Eles conhecem, como poucos, os mecanismos da Lei e sabem manipular com perícia aterradora os recursos espirituais de que dispõem.
Vejamos outro exemplo: o relato da Segunda visita de Hitler à lança, narrada pelo próprio.
Novamente a sensação estranha de perplexidade. Sente ele que algo poderoso emana daquela peça, mas não consegue identificar o de que se trata. De pé, diante da lança, ali ficou por longo tempo a contemplá-la:
Estudava minuciosamente cada pormenor físico da forma, da cor e da substância, tentando, porém permanecer aberto à sua mensagem. Pouco a pouco me tornei consciente de uma poderosa presença em torno dela – a mesma presença assombrosa que experimentara intimamente naquelas raras ocasiões de minha vida em que senti que um grande destino esperava por mim.
Começava agora a compreender o significado da lança – escreve Ravenscroft – e a origem de sua lenda, pois sentia, intuitivamente, que ela era o veículo de uma revelação - "uma ponte entre o mundo dos sentidos e o mundo do espírito".
As palavras entre aspas são dos próprio Hitler, que prossegue:
Uma janela sobre o futuro abriu-se diante de mim, e através dela vi, num único "flash", um acontecimento futuro que me permitiu saber, sem sombra de dúvida, que o sangue que corria em minhas veias seria, um dia, o veículo do espírito de meu povo.
Ravenscroft especula sobre a revelação. Teria sido, talvez, a antevisão da cena espetaculosa do próprio Hitler a falar, anos mais tarde, ali mesmo em frente ao Hofburg, à massa nazista aglomerada, após a trágica invasão da Áustria, em 1938, quando ele disse em discurso:
A Providência me incumbiu da missão de reunir os povos germânicos...com a missão de devolver minha pátria 1 ao Reich alemão. Acreditei nessa missão. Vivi por ela e creio que cumpri.
Tudo começara com o impacto da visão da lança no museu. Já naquele mesmo dia, em que o guia dos turistas chamou sua atenção para a antiquíssima peça, ele experimentou estranhas sensações diante dela. Que fascínio poderia ter sobre seu Espírito - espetacular ele próprio – aquele símbolo cristão ? Qual a razão daquele impacto? Quanto mais a contemplava, mais forte e, ao mesmo tempo, mais fugidia e fantástica se tornava a sua impressão.
Senti como se eu próprio a tivesse detido em minhas mãos anteriormente, em algum remoto século da História – como se eu a tivesse possuído, como meu talismã de poder e mantido o destino do mundo em minhas mãos. No entanto, como poderia isto ser possível? Que espécie de loucura era aquele tumulto no meu íntimo?
Qual é, porém, a história conhecida da lança?

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